Londrina - Um ano depois de idealizar um projeto para ajudar as crianças e adolescentes abrigadas no Lar Anália Franco, em Londrina, a presidente da San Diego University for Integrative Studies, volta ao local para concluir parte de um sonho que começou quando ainda morava em Londrina.
Cristina Bortoni Versari esteve ontem na cidade para entregar certificados a 33 meninos e meninas carentes que estudaram inglês por meio do programa Líderes do Futuro e que devem continuar estudando até que deixem o abrigo e podem até chegar a passar um ano nos Estados Unidos. A entrega aconteceu no próprio Anália Franco e contou com uma grande confraternização que reuniu alunos, professores e a própria diretoria do Lar. Segundo a presidente da universidade, sediada na Califórnia, a idéia é proporcionar oportunidade aos jovens que poderão aproveitar o idioma para se aprimorar no mercado de trabalho a partir dos 18 anos de idade. "Eu vivia em Londrina e sempre vinha até aqui, ajudar com doações de roupas e o que minha família podia ajudar. Um dia, trazendo cobertores e conversando com a direção, surgiu então a idéia de proporcionar a eles esse programa e agora faz um ano que isso aconteceu. Vejo como um algo a mais que a gente pode fazer para esses jovens que poderão sair daqui com mais perspectiva do futuro", comentou.
As aulas acontecem todos os dias no período da manhã e tarde e atende crianças dos 8 aos 17 anos de idade. Os custos dos materiais e professores são todos arcados pela universidade, que acompanha as atividades para garantir a qualidade das aulas. A professora Sabrina Barbetta Itimura disse que apesar da dificuldade que envolve a maioria dos alunos por terem origens de famílias desestruturadas e carentes, muitos se superam e mostram grande interesse no aprendizado. "Eles são interessados e sempre pedem pra gente repetir o inglês para que eles possam conseguir falar também. É incrível como sentimos a melhora deles a cada dia", comentou.
Alice Miranda, 16 anos, que atualmente estuda a 8ª série do Ensino Fundamental brinca soltando um "what’s your name" na hora de falar com a reportagem. "Eu gosto muito e acho que vai ser bom pra conseguir um emprego depois", comentou. O diretor do Lar Anália Franco, Waldir Piedade, afirma que apesar da entidade receber ajuda de diversos voluntários, iniciativas como da universidade são "raríssimas" de acontecer.

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