Cereal volta a ter movimento normal
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sexta-feira, 26 de novembro de 2004
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
O movimento no Centro de Referência do Artesanato de Londrina (Cereal), na Avenida Rio de Janeiro (Área Central), foi normal ontem, um dia após a artesã Elza Pereira Tranin, 61 anos, ter sido baleada no local por um funcionário de uma banca. ''O movimento continua o mesmo: fraco, como está desde que nos mudamos para cá'', comentou o artesão Luiz Batista Fonseca, membro da diretoria do Cereal.
Elza levou um tiro na região pubiana efetuado por um rapaz conhecido como André. Anteontem, um artesão disse à reportagem da Folha que o funcionário atirou após uma discussão sobre o uso de uma sala localizada ao lado da banca onde o agressor trabalha. Elza foi atendida no Hospital Universitário (HU) e recebeu alta ontem no final da manhã.
Fonseca disse que os artesãos não pensam em tomar medidas para aumentar a segurança no Cereal. ''Essa agressão foi um incidente isolado. Nunca tinha acontecido nada parecido. A gente nem sabia que o rapaz andava armado'', disse ele. O delegado do 1º Distrito Policial (DP), Jorge Barbosa, afirmou que André deve se apresentar hoje à polícia.
O Cereal foi criado no ano passado, para que os artesãos saíssem da Praça Marechal Floriano Peixoto, no Calçadão. Ontem pela manhã, foi realizada uma reunião na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) para discutir como será administrado o centro de referência a partir de janeiro. No final do ano, termina o contrato com a Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), que paga o aluguel e as contas de luz e água do prédio. A diretoria da CMTU já adiantou que a prefeitura não oferecerá mais incentivo financeiro.
A idéia dos artesãos é criar uma entidade para administrar o Cereal. Anteontem, seria realizada uma assembléia sobre o assunto, que foi adiada devido à agressão. ''Precisamos decidir o que vamos fazer. Com esse movimento fraco, vai ser difícil pagar o aluguel do prédio e as contas'', disse Fonseca.


