O ex-policial militar (PM) Adilson dos Reis Junior, 35 anos, morreu ontem de manhã durante um cerco montado por um grupo anti-sequestro enviado de Carapicuiba (SP). Adilson estava escondido em uma residência no Conjunto Avelino Vieira, zona oeste de Londrina, e era acusado de envolvimento no rapto e morte da arquiteta Solange Aparecida Fiorita, 38, ocorrido há 25 dias, em Barueri (SP).
Segundo o investigador Valdemar Francisco da Silva, o ex-PM percebeu o cerco e correu para os fundos, onde acabou cometendo suicídio. ‘‘Esperávamos uma reação de Adilson, mas depois de alguns minutos ouvimos apenas um disparo. Quando invadimos o local, ele já estava morto’’, afirmou Silva, lembrando que não houve troca de tiros.
Apesar do depoimento de toda a equipe, a polícia local deve investigar as circunstâncias da morte para eliminar dúvidas. ‘‘É prematuro informar se houve suicídio ou não. Vamos aguardar laudos da perícia e do IML’’, disse o delegado do 3º Distrito Policial, Marcelo Sakuma.
Levantamentos preliminares apontaram que a bala entrou na cabeça pela direita, pouco atrás do ouvido, alojando-se na parte frontal esquerda do crânio. A hipótese de execução, apesar de ter sido cogitada, não foi aceita pelo Instituto de Criminalística de Londrina. ‘‘Avaliando a posição do corpo, o local do ferimento e a tragetória da bala, tudo indica que Adilson realmente se matou’’, explicou o perito Marco Antonio Ota.
O assassinato de Solange Fiorita abalou a cidade de Barueri, onde ela trabalhava. Segundo depoimento de uma namorada de Adilson, o casal teria pedido carona para a arquiteta e dado voz de assalto em seguida. ‘‘Ela foi levada para um matagal e degolada. O corpo foi encontrado seis dias depois, sem que o sequestrador houvesse feito qualquer contato com a família’’, disse o investigador Silva, lembrando que Adilson foi identificado depois que uma câmera registrou o ex-PM sacando R$ 800,00 em um caixa eletrônico com o cartão da vítima.
Solange era casada com o secretário de Esportes de Barueri, Valter Fiorita, e também era conhecida por prestar serviço a a artistas de televisão, como o apresentador Gugu Liberato.

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