Cercas no Moringão não acabaram com mocó
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2003
Adriana Savicki<br>Reportagem Local 
A remoção dos moradores de rua que ocupam o Ginásio Moringão (Área Central) de Londrina ainda não acabou apesar da cerca levantada para isolar a área já estar pronta. A demora ocorre porque o imóvel onde seria instalado o programa ''Pensão Protegida'' que abrigaria o grupo não foi liberado. Parte dos moradores de rua está sendo atendida provisoriamente nas instalações do Espaço Vida, no Jardim Eucaliptos (Zona Leste).
Dos 25 integrantes do grupo do mocó, todos dependentes químicos e maiores de idade, 18 aderiram ao programa coordenado pelo departamento de Saúde Mental do município. Outros mudaram para outros pontos da cidade e alguns permanecem no ginásio.
Os 18 moradores passam o dia nas ruas e à noite são alojados no Espaço Vida, onde recebem atendimento psicológico, alimentação e pouso. Como o local é destinado a adolescentes em situação de risco, o atendimento só pode ser realizado após às 17 horas, quando não há mais atividades no centro, para evitar que os adolescentes tenham contato com o grupo.
Segundo a coordenadora do programa, Cristina Schurmann, o imóvel que vai abrigar o ''Pensão Protegida'' uma casa no Jardim Santa Mônica (Zona Norte) já foi definido e está em fase de avaliação pelo Município. ''Espero que passemos o Natal na casa'', disse. O atendimento emergencial no Espaço Vida já dura mais de um mês.
Até a inauguração da casa, o departamento, segundo ela, fechou um acordo com a Fundação de Esportes de Londrina (FEL) para não fazer a remoção dos moradores do Moringão.


