Cerca de 5% da população mundial usa drogas ilícitas
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sexta-feira, 26 de junho de 2015
Reportagem Local 
Brasília - O dia 26 de junho marca a data escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o Dia Internacional de Combate às Drogas. O uso de drogas é um mal social em todo mundo. Segundo dados do Relatório Mundial sobre Drogas da ONU, cerca de 5% da população mundial entre 15 e 64 anos, o que corresponde a uma média de 243 milhões de pessoas, usa drogas ilícitas.
O relatório aponta também a existência de uma média de 27 milhões de usuários de drogas problemáticos - aqueles que consomem drogas regularmente ou que apresentam distúrbios ou dependência. O número corresponde a 0,6% da população adulta mundial - cerca de uma a cada 200 pessoas.
Para ajudar no combate do uso abusivo de álcool e outras drogas, o Ministério da Saúde investe em uma política de saúde específica para este assunto. O Coordenador Adjunto de Saúde Mental Álcool de Outras Drogas do Ministério da Saúde, Fábio Trino, ressalta a importância de manter uma rede de atenção especializada e integrada para o atendimento. "O tratamento de um paciente que faz uso abusivo de drogas é bastante complexo, pois geralmente eles apresentam demandas que vão muito além da saúde. Na maioria das vezes eles estão em um contexto de vulnerabilidade social, necessidades que estão muito além do que apenas as drogas. É preciso colocar as drogas entre parênteses e colocar o indivíduo da centralidade do atendimento", ressalta.
Quem necessita de tratamento devido ao abuso de álcool e outras drogas pode contar com atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas 3 (Caps-AD 24 horas). O atendimento é feito por equipes multiprofissionais compostas por médico psiquiatra, clínico geral, psicólogo, entre outros.
O Caps-AD, por exemplo, é um serviço específico para o cuidado, atenção integral e continuada às pessoas com necessidades em decorrência do uso de álcool, crack e outras drogas. Os centros oferecem diversos atendimentos à população, com acompanhamento clínico e reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários.
Os Caps também atendem aos usuários em seus momentos de crise, podendo oferecer acolhimento noturno por um período curto de dias. Além de apoiar os usuários, as famílias também recebem atendimento na busca de independência e responsabilidade para com o tratamento. São apoios que, muitas vezes, ultrapassam a própria estrutura física, em busca da rede de suporte social, que possam garantir o sucesso do tratamento, pensando na pessoa, sua história, sua cultura e sua vida cotidiana.
Pessoas em situação de rua recebem atenção por meio dos consultórios de rua. Os consultórios são equipes de saúde móveis que prestam atenção integral à saúde da população em situação de rua, considerando suas diferentes necessidades de saúde, e trabalham junto aos usuários de álcool, crack e outras drogas com a estratégia de redução de danos. Essas equipes contam com profissionais de várias formações, que atuam de forma itinerante nas ruas desenvolvendo ações compartilhadas e integradas às UBS, Caps, Serviços de Urgência e Emergência e outros pontos de atenção.


