Cerca de 3,5 mil pessoas moram atualmente em 15 invasões irregulares em fundos de vale em Londrina. A estatística é da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld). As ocupações estão espalhadas por todas as regiões da cidade. O assentamento dos conjuntos Aquiles Stenghel, Luiz de Sá e Maria Cecília, na Zona Norte, e a Vila Marízia, na Área Central, são os maiores de Londrina, com aproximadamente 220 e 129 famílias, respectivamente. Ao lado do complexo Aquiles-Luiz de Sá, o Jardim dos Campos reúne mais 60.
No geral, são 800 famílias, totalizando cerca de 3.500 moradores. Segundo Rosalmir Moreira, diretor-técnico da Cohab-Ld, a companhia tem enfrentado problemas para retirar as famílias. ''Os moradores de fundos de vale não gostam de sair da região onde residem, mesmo que seja para mudarem para casas populares'', revela. ''As pessoas já têm toda a estrutura a que estão acostumados naquele local. Já têm crédito no comércio, por exemplo'', acrescenta.
Através do Programa de Subsídio Habitacional (PSH), a Cohab-Ld entregou recentemente 264 unidades, parte para moradores de fundos de vale, no Conjunto Jamile Dequech (Zona Sul). Outras 108 unidades estão em construção no Jardim Felicidade, para atender moradores dos conjuntos Novo Amparo 2 (Zona Leste) e José Belinati (Zona Norte). Devem ser entregues em março. Também estão em execução 53 unidades no Jardim Primavera (Zona Norte), para atender os moradores do bairro e do complexo Aquiles-Luiz de Sá.
Rosalmir destacou que 280 famílias da área terão as condições de vida melhorada com verbas recém-liberadas pelo Ministério das Cidades para urbanização da região.
O diretor-técnico ressaltou que a companhia está fazendo um recadastramento de todos os moradores de fundos de vale. O objetivo é manter atualizado o banco de informações para dimensionar os problemas de cada comunidade. ''Então podemos correr atrás de recursos para atender as necessidades da população'', explica.
Segundo dados da própria companhia, Londrina precisa de cerca de 8 mil unidades habitacionais para atender a demanda atual.(F.R.F.)

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