O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da Universidade Federal do Paraná suspendeu o calendário letivo durante a greve. Com isso, todas as provas e aulas realizadas na paralisação não terão validade. ‘‘É uma vitória dos docentes, porque fortalece o movimento, obrigando os que não aderiram à greve a interromper as atividades’’, informou o presidente da associação, José Portella.
Segundo Portella, a decisão do Cepe não vai afetar o cronograma de aulas: ‘‘O acordo prevê a reposição das aulas e provas, sem prejuízo aos alunos’’. Ele disse que a solicitação da interrupção do calendário foi necessária para paralisar alguns departamentos. A maior resistência estava nas faculdades de Direito e Medicina, em alguns cursos de pós-graduação e na Escola Técnica. ‘‘Mesmo assim, já tínhamos atingido a 70% de adesão do quadro docente’’, comenta.
Ontem, professores e servidores da UFPR participaram da manifestação do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST). ‘‘Foi no sentido de dar solidariedade aos sem-terras e integrar o movimento deles ao nosso’’, informou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação e Ensino de 3º Grau da Região Metropolitana de Curitiba (Sinditest), Roseli Isidoro.
O Sinditest planeja uma série de atividades para evitar a desmobilização da greve, em função do feirado. A intenção é discutir na segunda-feira temas polêmicos, como a paralisação do Hospital das Clínicas.

mockup