O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da UEL esteve reunido durante seis horas ontem, discutindo a situação dos formandos. Segundo o reitor Pedro Gordan, foi confirmada a decisão da última reunião do conselho, de abertura de atividades pedagógicas para formandos. Ele adiantou, porém, que alguns colegiados são contra e não devem acatar a decisão. ‘‘Professores que se consideram em greve não vão atender’’, disse. Ao todo, são 41 cursos e o número de quantos poderão voltar a ter atividades pedagógicas deve ser conhecido amanhã.
O reitor informou ainda que foi autorizado o funcionamento de todos mestrados e doutorados, que estava interrompido desde o início da greve. Ainda de acordo com Gordan, a assessoria jurídica está preparando o recurso contra a decisão da Justiça Federal de Londrina que, na segunda-feira, determinou que 75% dos servidores da UEL voltem ao trabalho no prazo máximo de cinco dias. ‘‘Achamos que nossa autonomia está em perigo.’’
Em Curitiba, representantes do comando grevista se reuniram com o presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PTB), para que ele tentasse uma solução para o impasse junto ao governador Jaime Lerner (PFL). Os grevistas aguardavam uma posição ainda ontem.
O Comando Unificado de Greve divulgou nota rebatendo as declarações feitas pelo governador à Agência Estadual de Notícias, de que os grevistas devem R$ 10,3 milhões em multas. Segundo a nota, a multa diária R$ 1.500,00, estipulada na decisão liminar da 3ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, refere-se ao conjunto das entidades e não a cada sindicato.

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