A tecnologia do concreto pré-moldado está sendo usada na construção de sete Centros de Detenção e Ressocialização (CDR), incluindo a unidade de Londrina, cujas entregas estão previstas para o final do ano e o primeiro semestre de 2006. De acordo com informações da Secretaria de Estado de Obras Públicas, o sistema é mais barato do que o convencional e facilita a ampliação do número de vagas.
Em Londrina, a obra está em andamento em terreno na frente do Centro de Sócio-Educação, conhecido como Educandário, e da Casa de Custódia, na Zona Sul. A previsão de entrega é fevereiro do ano que vem. A unidade terá 960 vagas: 700 para presos provisórios, 200 para condenados e 60 para isolamento de detentos. O projeto prevê também solários, barracão para atividades artesanais (laborterapia), ambulatório, ala para tratamento penal e espaço para visita íntima.
Além da unidade londrinense, estão sendo construídos CDRs em Cascavel, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Piraquara e São José dos Pinhais. Uma das principais vantagens da ampliação do número de vagas em presídios, de acordo com o secretário estadual de Obras Públicas, Luiz Caron, é amenizar o problema da superlotação nos distritos policiais.
''Os presos empilhados nas delegacias formam um foco de tensão muito grande na malha urbana. A idéia é que o investigador deixe de cuidar de presos para realmente investigar'', salientou Caron, que fez visita ontem à redação da Folha de Londrina. O secretário destacou ainda que o custo de construção é de R$ 11 mil por vaga, inferior ao sistema tradicional.
Caron também visitou o canteiro de obras das empresas Polo e CTO, que integram o consórcio responsável pela construção, em Astorga (80 km a oeste de Londrina). No local, 120 funcionários fabricam os blocos para montagem dos centros de detenção. ''A obra traz um benefício social importante para a cidade. É o quinto maior gerador de empregos em Astorga'', revelou o secretário.
As celas, feitas de concreto de alta resistência, têm capacidade para abrigar até seis detentos. A ampliação é facilitada pelo sistema de construção, já que novos blocos podem ser montados ao lado dos primeiros. As instalações elétrica e hidráulica ficam do lado de fora, o que proporciona maior segurança na manutenção. O setor administrativo será feito com sistema construtivo comum.
O custo de construção da unidade londrinense é de R$ 12 milhões. O secretário Caron revelou ainda que está previsto investimento em reformas e reconstruções de delegacias no ano que vem.

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