Centro trata de problemas pós-vacina
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sábado, 12 de outubro de 2002
Célia Polesel<br> Reportagem Local 
O Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (Crie) do Hospital de Clínicas de Londrina (HC) vai completar sete anos de funcionamento em novembro. O setor atende a crianças e adultos que têm problemas de reação a vacinas. O doutor Gerson Zanetta é o responsável pelo centro, que é considerado um dos melhores do Brasil em estrutura física. O País, de acordo com o médico, é um dos pioneiros neste tipo de trabalho existem hoje 34 centros em todo o Brasil. Londrina foi a primeira cidade do interior a ter esse serviço.
Segundo Zanetta, os Cries fazem parte de um programa do Governo Federal que trabalha com vacinas e imunoglobulinas que são produzidas por sangue de humanos e por isso têm um custo muito alto, sendo seu uso restrito. ''Por exemplo, o soro é produzido a partir de animais e as imunoglobulinas por seres humanos, por isso é muito caro. As imunoglobulinas são produzidas em baixa escala e seu uso é restrito, feito dentro das normas do Crie'', explicou.
O médico disse que as crianças são atendidas somente com encaminhamento médico, do posto de saúde ou de pediatras particulares. ''O atendimento maior é de crianças, pois é nessa idade que se usa mais vacinas, mas é preciso que o médico encaminhe.'' Segundo ele, a maioria dos casos atendidos são benignos. ''Nós orientamos as famílias para que elas se sintam protegidas e explicamos que riscos sempre existem.''
São feitas de 120 a 150 consultas por ano no centro, mas nem sempre o que acontece com a criança é efeito da vacina. ''Nós chamamos de eventos adversos pós-vacinas, porque nem sempre o problema é uma reação à vacina. Nos primeiros anos a criança toma várias vacinas e pode ter um problema logo após ser vacinado e o fato não ser consequência da vacina.''
Isabelle Cristine, 6 meses, foi encaminhada ao centro por ter tido febre alta e vômito após tomar a vacina tetra (difteria, tétano, tosse comprida e meningite por hemófilo). Daniela de Oliveira Beiga, 20 anos, mãe de Isabelle, disse que ficou muito assustada com a reação da filha à vacina. ''Ela teve a mesma reação nas duas doses da vacina, depois que eu vim para cá estou mais tranquila, o médico explica tudo e a gente consegue ficar mais calma.
Ana Beatriz, 4 meses, também teve reação à tetra. ''Ela teve febre alta e ficou com carroço na perna. Depois que o médico disse que essas reações eram normais eu fiquei bem mais tranquila. No posto de saúde eles deveriam explicar melhor'', disse a mãe de Ana Beatriz Cristiane Rocha dos Santos, 24 anos.


