Centro paradesportivo atenderá cegos
O Instituto Paranaense de Cegos (IPC) vai criar, em Curitiba, um Centro Paradesportivo de Deficientes Visuais (CPDV). Será o primeiro do Brasil, com a proposta de formar atletas e melhorar o desempenho físico dos portadores de deficiência visual. O lançamento do projeto está previsto para o dia 18 de abril, aproveitando a solenidade de lançamento do Virtual Vision (um software para cegos navegarem na Internet), com a presença da atleta paraolímpica, Ádria Rocha.
O coodenador do projeto do CPDV, o professor de educação física Mário Sérgio Fontes, lembrou que o Paraná já foi uma das grandes forças no atletismo de deficientes visuais, sendo por várias vezes campeão brasileiro. Hoje não é mais e o que queremos é resgatar isso, afirmou. Fontes, que é portador de deficiência visual, já esteve por duas vezes representando o Brasil em paraolimpíadas.
A área que vai abrigar o centro tem 48,4 mil metros quadrados de muito verde, no bairro Campo Comprido. Ontem, aproximadamente 50 pessoas, entre estudantes da Universidade Federal do Paraná, Pontifícia Universidade Católica do Paraná e Unicemp, além de funcionários da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do grupo de cidadania da Siemens se reuniram, em regime de mutirão, para trabalhar na revitalização da área.
O grupo fez a limpeza do local, poda de árvores e plantio de árvores frutíferas. Os estudantes estão aqui nos emprestando conhecimento técnico e acadêmico, mas principalmente a solidariedade humana, afirmou o coodenador do projeto do CPDV, o professor de educação física Mário Sérgio Fontes.
Segundo Fontes, o IPC vem trabalhando na revitalização da área há cerca de seis meses. Já foram construídas duas salas, onde serão instaladas a parte administrativa do centro e uma sala de ginástica, além da reforma das churrasqueiras. No projeto inicial está prevista ainda uma pista de atletismo, que irá margear a chácara, trilha ecológica com obstáculos naturais, dois campos de futebol (grama e areia) e uma lanchonete.
O local será todo adaptado com placas indicativas em braille para os seus frequentadores tenham facilidade de se locomover. Para realizar essas obras, o Instituto está buscando parceria com empresas da construção civil, já que sua manutenção depende de doações e apoio de órgãos estaduais.
Fontes disse que a intenção é tornar o CPDV auto-sustentável por meio da locação dos espaços de lazer para o público em geral. Disse também que quer ir mais longe e, futuramente, viabilizar a construção um ginásio de esportes e piscinas. Outra proposta futura é estender o atendimento do CPDV a portadores de outros tipos de deficiência física.





