Centro para queimados deve custar R$ 2 milhões
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segunda-feira, 07 de julho de 2003
Caroline Vicentini<br> Reportagem Local 
Na avaliação do Ministério da Saúde, o Paraná comportaria quatro centros de tratamento para queimados, mas só conta com um. A informação foi divulgada ontem pela chefe da Divisão de Assistência à Saúde da 17 Regional, Vânia Gutierrez, durante reunião, pela manhã, na Câmara Municipal de Londrina para discutir o projeto técnico de implantação na cidade de um centro para tratamento de vítimas de queimaduras. Parciparam do encontro vereadores da Comissão de Seguridade Social e representantes da 17 Regional de Saúde, da Secretaria Municipal da Saúde, e dos hospitais de Londrina.
Essa foi a segunda reunião do grupo, formado há quarenta dias, e que desde então trabalhou na elaboração de um estudo que apresentou um levantamento de recursos físicos e financeiros para a instalação em Londrina de uma unidade de referência para atender vítimas de queimaduras graves.
A discussão sobre o assunto voltou à tona após a morte, no dia 13 de maio, da empregada doméstica Maria Sueli Pereira, 42 anos. Ela teve 70% do corpo queimado durante um incêndio em sua casa, e aguardava há uma semana um leito no Hospital Evangélico de Curitiba, o único no Paraná que dispõe de uma ala para queimados. A ala de queimados do HE de Curitiba oferecia 35 leitos, mas por ter sido credenciado no mês de março como uma unidade de atendimento de alta complexidade, precisou diminuir o número de leitos para 26.
O estudo definiu que o Centro de Londrina atenderia uma população aproximada de 1.783.826, moradora dos 98 municípios da Macro Região Norte, além de pacientes de outros Estados, como interior de São Paulo e Mato Grosso.
De acordo com o levantamento, a estimativa de investimento para a implantação do Centro seria de aproximadamente de R$ 2,3 milhões, sendo R$ 700 mil na área física, R$ 1,5 milhão para equipamentos e R$ 60.163,00 para rouparia. Para custear as despesas com recursos humanos o valor seria de R$ 67.420,59 em hospitais particulares, e de R$ 92.618,74 em públicos.
O projeto prevê 20 leitos, sendo seis para unidade de tratamento intensivo e 14 para unidade de internação. O alto custo do projeto deve-se às exigências preconizadas pelo Ministério da Saúde para um atendimento de alta complexidade. O Hospital Universitário (HU) orçou em R$ 768 mil a construção de um anexo para abrigar o Centro; O Hospital Evangélico (HE) e a Santa Casa estimaram em R$ 600 mil as adequações de seus prédios.
O chefe da 17 Regional de Saúde, Gilberto Martin, informou que não há destinação prévia para viablizar a proposta, mas segundo ele o Ministério da Saúde mostrou-se preocupado com a situação de Londrina. ''Acredito que a principal fonte de recursos para o centro seria o Ministério e em seguida o Estado'', apontou. O próximo passo será formalizar o projeto nos conselhos Municipal e Estadual de Saúde.


