Paulo WolfgangEm defesa do COLRegina Tramontina, com o filho Frederico: ‘Trabalho dá resultado porque alunos são tratados com amor’Com a morte dos pais, Gláucia Celestino Reis teve que assumir a responsabilidade de cuidar de seus dois irmãos, um de 35 e outro de 41 anos, ambos portadores de deficiência mental. Encontrou no Centro Ocupacional de Londrina (COL) a ajuda que necessitava. ‘‘Com o atendimento aqui eles mudaram de comportamento, ficaram mais independentes e mais sociáveis’’, conta Gláucia.
Ela aponta a dificuldade que a sociedade tem para se relacionar com o portador de deficiência mental, que acaba se tornando um peso para as famílias, quando não recebem o tratamento adequado e os estímulos necessários. ‘‘Poucas pessoas conseguem enxergar os deficientes como pessoas. Acham que não vale a pena ou que não há o que investir’’, diz. Nesse aspecto, destaca Gláucia, o COL investe na cidadania do deficiente, trabalhando para que possa ter uma independência, respeitando seus limites.
Para ela, o Estado, a sociedade e as famílias dos portadores de deficiências deveriam assumir o Centro Ocupacional. ‘‘E se essa escola fecha? O deficiente não será um peso para ninguém se for preparado. É isso o que o COL tem feito.’’
Sandra Regina Soares Tramontina, mãe de Frederico, 12 anos, atendido pelo COL há um ano, também destaca a qualidade do trabalho desenvolvido pelo COL. ‘‘Aqui os alunos são tratados com amor, os profissionais são dedicados e por isso o trabalho tem resultados.’’ Para ela, o atendimento aos carentes tem importância ainda maior. ‘‘São famílias que, pela própria condição em que se encontram, não têm como dar a atenção e os cuidados com alimentação que são dados aqui.’’
(Luka Morais)

mockup