Centro Ocupacional procura desenvolver cidadania de alunos
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 1997
Da Redação 
Paulo WolfgangEm defesa do COLRegina Tramontina, com o filho Frederico: Trabalho dá resultado porque alunos são tratados com amorCom a morte dos pais, Gláucia Celestino Reis teve que assumir a responsabilidade de cuidar de seus dois irmãos, um de 35 e outro de 41 anos, ambos portadores de deficiência mental. Encontrou no Centro Ocupacional de Londrina (COL) a ajuda que necessitava. Com o atendimento aqui eles mudaram de comportamento, ficaram mais independentes e mais sociáveis, conta Gláucia.
Ela aponta a dificuldade que a sociedade tem para se relacionar com o portador de deficiência mental, que acaba se tornando um peso para as famílias, quando não recebem o tratamento adequado e os estímulos necessários. Poucas pessoas conseguem enxergar os deficientes como pessoas. Acham que não vale a pena ou que não há o que investir, diz. Nesse aspecto, destaca Gláucia, o COL investe na cidadania do deficiente, trabalhando para que possa ter uma independência, respeitando seus limites.
Para ela, o Estado, a sociedade e as famílias dos portadores de deficiências deveriam assumir o Centro Ocupacional. E se essa escola fecha? O deficiente não será um peso para ninguém se for preparado. É isso o que o COL tem feito.
Sandra Regina Soares Tramontina, mãe de Frederico, 12 anos, atendido pelo COL há um ano, também destaca a qualidade do trabalho desenvolvido pelo COL. Aqui os alunos são tratados com amor, os profissionais são dedicados e por isso o trabalho tem resultados. Para ela, o atendimento aos carentes tem importância ainda maior. São famílias que, pela própria condição em que se encontram, não têm como dar a atenção e os cuidados com alimentação que são dados aqui.
(Luka Morais)


