Curitiba - O ensino de informática para comunidades carentes ganhou incentivo, ontem, com a inauguração do Centro de Formação Continuada Aristóteles Baiense Leite, em Curitiba. O centro é fruto de uma parceria entre o Comitê para Democratização da Informática do Paraná (CDI), Esso Brasileira de Petróleo, governo estadual e Prefeitura de Curitiba. O objetivo é treinar instrutores para as Escolas de Informática e Cidadania (EICs), que atendem pessoas carentes.
Curitiba tem hoje 22 escolas montadas pelo comitê, uma organização não-governamental (ONG). ‘‘Nossa intenção é promover a inclusão digital utilizando a tecnologia de informação como um instrumento para a construção da cidadania’’, explicou o presidente do CDI-PR, Edgard Spitz Pinel. Criado em 1995, no Rio de Janeiro, o comitê possui, atualmente, 389 escolas, sendo 356 no Brasil e 33 em países como Uruguai, Chile, Colômbia, México e Japão.
Para viabilizar o projeto, o Estado cedeu o prédio do Centro de Excelência em Tecnologia Educacional do Paraná (Cetepar), no bairro Boqueirão. A Esso doou 350 computadores que atenderão diversas EICs, e o comitê vai se encarregar do treinamento, criação de novas escolas e incentivo aos voluntários para o trabalho. Hoje, cerca de 400 pessoas trabalham como voluntários na ONG.
Segundo Rodrigo Baggio, presidente e fundador nacional do CDI, a idéia é ‘‘unir ensinamentos de tecnologia com cidadania’’. Em pesquisa recente, segundo ele, 87% dos alunos disseram que suas vidas tinham mudado para melhor depois de passar pela escola. ‘‘Isso significa que eles conseguiram emprego, voltaram para as escolas públicas ou saíram da criminalidade’’, diz.
Dos 350 computadores doados pela Esso, 20 funcionarão em rede no Centro de Formação, 80 serão doados a escolas municipais de Curitiba, e o restante irá para escolas estaduais, às 22 EICs existentes e para novos centros. É o caso do Hospital Pequeno Príncipe, por exemplo. ‘‘Nós fomos incluídos porque já temos um programa de inclusão digital para crianças’’, conta o coordenador do Setor de Educação, Cultura e Arte do Hospital, Cláudio Teixeira.

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