Centro faz 'vaquinha' por segurança
Maigue Gueths
De Curitiba
Lojistas e condôminos de edifícios próximos à Praça Osório, no centro de Curitiba, reúnem-se na segunda-feira para decidir como viabilizar uma vaquinha entre eles e arrecadar R$ 25 mil necessários à construção de um novo módulo policial na praça. A proposta para que a comunidade arque com os custos da obra, feita em reunião na última terça, entre representantes da Prefeitura Municipal de Curitiba e comunidade, foi a alternativa encontrada para resolver com mais rapidez o problema de insegurança no local.
Desde que a Polícia Militar retirou o antigo módulo, há quase três meses, assaltos e arrombamentos a apartamentos e estabelecimentos comerciais da região vêm acontecendo quase que diariamente.
A reunião com a Prefeitura só aconteceu depois que os moradores e comerciantes decidiram fazer um protesto público, no último sábado, exigindo a instalação do módulo novamente. Segundo Hilson Cardoso, morador da região, um abaixo-assinado com três mil assinaturas também já havia sido protocolado no Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).
Segundo a Prefeitura, o módulo só seria construído novamente após o término de um programa de revitalização da praça, que será executado no próximo ano. Na reunião, entretanto, a Prefeitura concordou em instalar o módulo imediatamente, desde que a comunidade arque com os custos e siga um projeto técnico e arquitetônico próprio.
A Polícia Militar também já concordou com a instalação. Segundo o comandante do 12º Batalhão da PM, coronel Jorge Luiz Rodrigues, o módulo só foi retirado do local por estar em péssimas condições de segurança, mas a PM tem total interesseem ter um posto naquele local. Ele ressalta, no entanto, a necessidade do novo posto seguir especificações técnicas de segurança.
O maior problema, segundo os comerciantes, acontece à noite, quando inexiste policiamento no local. Já quebraram minha vitrine duas vezes de madrugada. Antes isso nunca tinha acontecido, conta Katsuji Yamashita, proprietário da loja Grasom, de equipamentos eletrônicos. A loja Sheffield, de roupas masculinas, já foi arrombada uma vez e a farmácia Drogamed umas três ou quatro vezes, segundo o síndico do Edifício Asa, Floriano Zarur.
Até apartamentos residenciais do edifício já foram assaltados. A situação nunca esteve tão grave, diz Dalcion Mário Basso, presidente do Conselho de Segurança do Anel Central de Curitiba. Ele reclama do total abandono do centro da cidade após as 19 horas. O presidente da Associação dos Lojistas e dono do MacDonalds da Rua das Flores, Jacques Rigler, aproveita para reclamar da insegurança geral no centro da cidade. A Prefeitura fala em revitalizar o centro, mas sem policiamento não há condições de se usar a cidade.





