A Associação dos Moradores do Conjunto Maria Cecília (zona norte de Londrina) não está conseguindo recursos para a manutenção do Centro Esportivo do bairro. O centro possui um ginásio de esportes, quatro piscinas (duas para adultos e duas para crianças), quadra poliesportiva e de areia e dois campos de futebol suíço. Faz parte do projeto arquitetônico do conjunto e atende todos os moradores do bairro. Até o início do segundo semestre do ano passado, era administrado pela Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-LD).
O Centro Esportivo está praticamente sem manutenção. A energia elétrica do ginásio de esportes está cortada e as piscinas não recebem tratamento desde fevereiro. Por corte de gastos, a administração não está fazendo a limpeza na mesma frequência do verão. Se não houver urgente injeção de recursos financeiros, há risco de o clube ser fechado e sofrer os danos provocados pelo abandono. A situação ainda não é de calamidade, mas é visível a precariedade da manutenção.
O presidente da Associação de Moradores, Wagner Evangelista dos Santos, reconhece dificuldades para a manutenção do centro esportivo. Mas enfatiza que os problemas já existiam antes de a associação assumir o gerenciamento. ‘‘Estamos ouvindo críticas como se não estivéssemos fazendo nada. Isso é injusto’’, destaca Wagner, informando que a diretoria está fazendo várias tentativas de parceria para utilização do centro esportivo.
O líder comunitário diz que não pode revelar detalhes porque as negociações ainda estão em andamento. Mas revelou a possibilidade de a Universidade Estadual de Londrina (UEL), através do Centro de Educação Física, utilizar o espaço e a infra-estrutura disponível para desenvolver projetos de extensão à comunidade.
Segundo Wagner, o problema maior enfrentado para manutenção do clube são as contas de luz e água e a folha de pagamentos dos funcionários. Aliás, dos 8 empregados, três foram demitidos e três firmaram contrato por tempo determinado - por apenas três meses.
‘‘Temos cerca de 700 filiados, mas apenas 150, aproximadamente, estão pagando as mensalidades - de R$ 6 - em dia’’, revela o presidente, acrescentando que a inadimplência é devida à crise econômica e ao desemprego. ‘‘Esperamos fechar uma parceria para garantir a revitalização do Centro Esportivo e o melhor aproveitamento por toda a comunidade da região’’, completa.
Wagner compareceu ontem à sessão da Câmara de Vereadores para relatar a situação e pedir apoio do Legislativo.Josoé de CarvalhoSem manutençãoCentro possui ginásio de esportes, piscinas, quadra poliesportiva e de areia e campos de futebol suíçoÁureo Nogueira

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