Centro ensina arte e marcenaria
Em Maringá, além das salas especiais para deficientes mentais que são oferecidas no ensino regular, existe também o Centro de Atendimento Especializado Profissionalizante (Caep), que funciona no Instituto de Educação e no Colégio Estadual Presidente Kennedy. Cerca de 60 deficientes mentais e portadores de outras deficiências frequentam o centro de atendimento e estão aprendendo atividades ligadas principalmente à marcenaria e artesanato.
De acordo com a professora Elza Midori Shimazaki, através das atividades realizadas no Caep, é possível conhecer a habilidade dos alunos para os trabalhos, o que facilita o encaminhamento deles para o mercado profissional. Segundo ela, a diferença básica na execução de um trabalho pelo deficiente mental em relação aos trabalhadores saudáveis é o tempo utilizado.
Ela lembra que muitas vezes, devido a dificuldades de aprendizado, os deficientes acabam sendo mais lentos, o que não significa que eles não possam realizar determinadas atividades. O deficiente mental não consegue trabalhar com máquinas rápidas, mas em compensação, é eficiente nos trabalhos manuais, explica.
Fornecer condições para que os deficientes possam ser inseridos no mercado de trabalho é importante, mas na opinião da professora do departamento de Teoria e Prática da Educação, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Vera Guhur, o desenvolvimento dos portadores de deficiências merece especial cuidado.
Vera Guhur é coordenadora do projeto Atividades alternativas para pessoas com necessidades especiais que é desenvolvido no Caic e atende 42 alunos. A maioria é deficiente mental, mas há também deficientes visuais e físicos. O objetivo, segundo Vera, é oferecer uma alternativa de aprendizado através de atividades lúdicas para que os portadores de deficiências possam se desenvolver.
Os alunos participam de oficinas de artes plásticas, música, informática, linguagem e jogos matemáticos. As atividades são oferecidas duas vezes por semana e têm duração de 50 minutos por dia. Estagiários do curso de pedagogia, letras, informática e matemática aplicam as técnicas de ensino adotadas durante as oficinas.Marcos NegriniTerapiaCerca de 60 deficientes mentais e portadores de outras deficiências frequentam o Centro de Atendimento Especializado e estão aprendendo atividades ligadas principalmente à marcenaria e artesanatoLucinéia Parra





