Um ano e meio após a apresentação do projeto arquitetônico do Centro de Controle de Zoonoses, em Londrina, o secretário municipal do Meio Ambiente, José Faraco, afirmou à FOLHA ontem que o CCZ finalmente começará a funcionar dentro de 90 dias. A construção do centro foi uma das promessas de campanha do prefeito Barbosa Neto.
Com uma área de 400 metros quadrados, o local ainda não contemplará tudo o que foi proposto no projeto do arquiteto da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Otávio Shima, mas funcionará como um ponto de apoio para o recolhimento e atendimento de animais doentes, segundo Faraco.''Esse é um projeto mais modesto que o inicial. Mas será muito importante para o atendimento de animais doentes'', disse.
Segundo o secretário, a obra de reforma e ampliação do prédio deverá custar R$ 200 mil. Ele disse que a Prefeitura não teria verba para construir, neste momento, o centro proposto no projeto inicial.
Segundo Faraco, a primeira etapa de construção do canil já estaria pronta para receber cerca de 100 animais e a segunda fase da reforma do prédio já estaria bastante adiantada. O secretário não soube detalhar, porém, o que ainda precisa ser finalizado.
Para o presidente do ONG SOS Vida Animal, Milton Pavan, o início do funcionamento do CCZ será apenas uma medida paliativa para o problema do grande número de animais hoje na cidade e dos maus tratos que eles recebem.''O local funcionará muito mais como um posto de atendimento para animais abandonados e que sofrem maus tratos do que efetivamente como um centro de zoonoses'', afirmou.
Segundo Pavan, para que o trabalho realizado por um centro de zoonoses seja realmente eficaz é preciso que a unidade contemple a saúde pública, que seria a relação entre a saúde humana e a animal.
''O centro não deve servir somente como um ponto de acolhimento de cães, gatos e cavalos, mas um local onde a população possa conhecer e discutir problemas relacionados ao bem-estar desses animais e à saúde pública, tratando de temas como dengue, leishmaniose e doenças que podem ser desencadeadas pelo grande número de pombas'', completou Pavan, destacando que a sociedade como um todo deve se engajar na causa.
Início
O projeto arquitetônico do CCZ foi apresentado em março de 2010 e, de acordo como prefeito Barbosa Neto, a obra teria um custo de R$ 1,7 milhão, e seria construída na Fazenda Refúgio (Zona Sul).
O projeto foi desenvolvido em parceria com a UEL, pelo arquiteto Otávio Shima, e passou a ser chamado de Centro de Saúde Animal (CSA), devido ao entendimento da administração pública de que o local não deveria estar relacionado ao processo de eutanásia, mas de tratamento do problema de abandono e maus tratos de animais, considerando sua origem e não apenas as zoonoses.
Neste projeto inicial, o CSA contaria com uma área de 1,3 mil metros quadrados, onde seriam construídos três blocos. Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, o local teria capacidade para atender até 100 animais.

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