Centro de Umbanda passará por readequações em Londrina
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sábado, 04 de outubro de 2014
Guilherme Batista - Redação Bonde 
Cerca de 50 pessoas participaram de uma manifestação contra intolerância religiosa, no início da tarde desta sexta-feira (3), em frente ao Fórum de Londrina. Protestaram integrantes do Centro de Umbanda Cachoeirinha de Xangô, militantes do movimento negro e ativistas LGBT. O manifesto foi realizado pouco antes da realização de uma audiência na 4ª Vara Criminal para discutir denúncia de perturbação de sossego contra o Centro de Umbanda. A reclamante, vizinha da casa religiosa, não foi até o Fórum participar da audiência.
Apesar disso, a mãe de santo Cláudia Ikandayô garantiu que o Centro de Umbanda passará por readequações. "Vamos erguer o muro e fazer um isolamento acústico na sala onde são realizados os cultos. Estamos à disposição da Justiça", garantiu.
A ialorixá, que se acorrentou durante o protesto, reiterou, no entanto, que vê intolerância religiosa na denúncia da vizinha. "Os nossos atabaques não vão ser calados. Vamos respeitar a lei do silêncio, mas exigimos que ela respeite a nossa liberdade religiosa, garantida pela Constituição Federal", argumentou.
Filho de santo há meio século, o aposentado Anísio Camillo, de 78 anos, disse que já sofreu muito preconceito na vida e pediu respeito. "As religiões são muitas e todas precisam ser aceitas", destacou.
O Centro de Umbanda Cachoeirinha de Xangô fica na rua Humberto Piccinin, na vila Guarujá (área central de Londrina). Os cultos religiosos ocorrem às sextas-feiras, das 20h às 22h30.


