Centro de Triagem sai da Vila Isabel
Israel Reinstein
De Curitiba
Após a pressão dos moradores, Secretaria Estadual de Segurança Pública vai desativar o Centro de Triagem da Polícia Civil, na Vila Isabel. No lugar do mini-presídio, a Secretaria vai reativar a unidade que existia na Travessa da Lapa, no Centro, que estava fora de operação por não ter estrutura.
Segundo o secretário Cândido Martins de Oliveira, que se reuniu ontem com um comissão de moradores da Vila Isabel, dentro de 20 dias a Secretaria de Estado de Obras Públicas do governo estadual deve concluir as reformas na unidade da Travessa da Lapa. Mas para aliviar a apreensão dos vizinhos do Centro de Triagem, 30 dos 106 presos serão transferidos para a penitenciária e outras delegacias, informou o secretário.
Oliveira afirmou que entre os transferidos estão os pessoas que já tiveram seus processos julgados. Em um acordo com a Secretaria de Justiça, serão removidos também aqueles que apresentem alguma periculosidade, diz. Enquanto o governo não conclui a reforma do novo centro de triagem, a Polícia Militar vai reforçar a segurança na Vila Isabel.
Um dos coordenadores da Associação de Moradores da Vila Isabel, o músico Hélio Santana, informou que eles vão acompanhar as mudanças. Para Santana, o governo estadual errou ao instalar o Centro sem consultar os moradores. O músico considera que a transferência em etapas não é a ideal. A solução da Vila Isabel não encerra o problema do Centro de Triagem, admite o secretário Cândido de Oliveira. Segundo ele, a secretaria quer recurso para construiur um novo centro.
Para o presidente da Sindicato das Classes Policiais do Paraná (Sinclapol), Luiz Bordenowski, mesmo com a transferência para a Travessa da Lapa, o governo estadual está agindo irregularmente. Ele afirma que segundo a Lei de Execuções Penais, não é permitido a construção de um presídio em zona urbana.
Quanto ao problema de superlotação nas cadeias, a entidade pretende até quinta-feira entrar com um mandado de segurança pedindo a remoção de 750 presos das cadeias da capital. Esses detentos já foram julgados ou aguardam sentença, afirmou Bordenowski. A lei determina que, nestes casos, os presos fiquem acomodados na Prisão Provisória do Ahú, na de Piraquara ou na Colônia Penal. O presidente do Sinclapol informa que existem em todo Estado 4.700 presos em cadeias públicas, sendo cuidados por 3.600 policiais civis.





