A direção do Getexcel voltou atrás e decidiu manter funcionando o Centro de Saúde Especial Bárbara Daher, em Londrina. A entidade passa por dificuldades financeiras e havia anunciado que hoje seria o último dia de atendimento.
De acordo com a presidente da entidade, Martha Beatriz Issa, a instituição dará início ao processo de habilitação junto ao Ministério da Saúde para receber verbas de custeio do governo federal. "Com a nossa habilitação como Centro de Especialidade Odontológica de Pacientes Especiais junto ao Ministério conseguimos verba para ampliação e também um custeio mensal", explicou Martha.
A entidade conta com assessoria do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar) para elaboração do processo de habilitação, que deve demorar entre três e quatro meses para ser aprovado. Mas antes de chegar as verbas federais, o Getexcel precisa colocar a vida financeira em ordem. A folha de pagamento dos funcionários está em atraso desde o começo do ano e a dívida da instituição é de quase R$ 50 mil.
Uma campanha foi lançada no Facebook "Corrente de ajuda à Ong Getexcel" para arrecadar dinheiro. "A iniciativa foi de três advogados da Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Agora, mais do que nunca precisamos da ajuda da sociedade londrinense para colocarmos a vida em ordem e conseguir esses recursos federais", disse.
A diretoria também conseguiu apresentar à Prefeitura de Londrina o plano de aplicação dos recursos do convênio municipal. "E existe a possibilidade, ainda estamos vendo isso, da Prefeitura nos ceder dois funcionários", afirmou a presidente.
Os problemas financeiros do Getexcel começaram em 2013, quando não foi renovado o convênio com o município para repasse de recursos. Um novo convênio entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Getexcel foi assinado em abril de 2015, mas devido a problemas na documentação da entidade, o repasse do valor de R$ 4.320 só foi liberado em dezembro.
E se agravaram em junho do ano passado, quando houve a suspensão do atendimento durante um mês, após a estrutura do prédio ter sido abalada durante um temporal. A clínica chegou a ser transferida para a Unidade de Saúde Básica (UBS) do Jardim Campos Verdes, onde permaneceu por dois meses.
Durante o período em que a clínica funcionou na UBS caiu o número de atendimentos e, consequentemente o valor recebido do Sistema Único de Saúde (SUS) pela instituição, agravando a crise. Os atendimentos continuaram reduzidos, em função do prédio estar com setores interditados por causa das rachaduras e apenas um consultório funcionado. A clínica tem 5,8 mil pacientes cadastrados e realiza 200 atendimentos por mês.

Serviço: Quem quiser ajudar o Getexcel pode ligar para (43) 3348-0728 ou 9983-9511

mockup