Centro de Recuperação já atendeu 2,6 mil pessoas
Entre os mais de 2.600 dependentes que receberam tratamento no Cervin, ao longo desses 21 anos, há muitos testemunhos de vidas transformadas depois do abandono dos vícios. Pessoas que perderam o apoio até das famílias atuam hoje como juiz, advogado, pastor, educador, entre tantas outras atividades.
O pai desse projeto, o pastor Manfred Gumbel, afirma que o Cervin foi e continua sendo um grande desafio. ''Vivemos dos convênios que mantemos com os governos, mas principalmente da ajuda de pessoas da Alemanha e também do Brasil, que reconhecem a importância desse trabalho de resgatar vidas.''
Nas palestras realizadas aqui e também no exterior, Manfred sempre destaca a necessidade de se fazer mais na recuperação de dependentes. ''Com a desestruturação das famílias, infelizmente é grande o número de jovens que buscam uma fuga nas drogas'', observa.
Dos seus 35 anos de Brasil, 28 deles Manfred passou em Rolândia, onde iniciou, como pastor de uma igreja local, o trabalho com jovens dependentes. ''Eles melhoravam, mas depois sofriam recaídas, porque o ambiente familiar não ajudava. Foi necessário criar um espaço para recebê-los por um período de seis meses'', explicou.
Pastor Manfred ressalta ainda que ''a proposta do Cervin é oferecer uma vida saudável, buscando o resgate dos valores humanos e da espiritualidade.'' Para isso, é necessária muita disciplina, acompanhada de um apoio terapêutico, tanto individual quanto coletivo. ''O querer voluntário do paciente é o pré-requisito fundamental para se ingressar no Cervin''.
Para o presidente do Cervin, muitos milagres ocorreram para que a entidade tivesse condições de iniciar suas atividades num pequeno prédio na Vila Oliveira, até chegar a um sítio de 30 hectares, em área muito valorizada da Zona Rural de Rolândia. Atualmente, conta com prédio de três andares com refeitório, alojamentos, diversas salas, escritórios e outras instalações modernas e adequadas.
''Pessoas e entidades foram desafiadas e concordaram em investir nessa obra de recuperação de vidas. Somente o estado de Baden Wuerttemberg, localizado no sul da Alemanha, doou aproximadamente R$ 1,5 milhão para construir o prédio principal'', contou. A próxima meta é construir uma quadra poliesportiva. (E.A.)





