Centro de recuperação inicia limpeza
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terça-feira, 17 de junho de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Ontem foi dia de limpeza geral na sede do Movimento Evangélico de Libertação de Vida (Melvi), no Jardim Ideal (zona leste de Londrina), que até anteontem prestava atendimento a 22 dependentes químicos e alcoolistas. Na segunda-feira, a entidade foi interditada pela Justiça a pedido do Ministério Público, por não oferecer condições de higiene nem acompanhamento médico aos internos. O advogado do Melvi, Louriberto Gonçalves, adiantou que deverá recorrer da decisão na próxima semana.
O presidente do Melvi, pastor Claudionor Rodrigues, disse que sua intenção é limpar o terreno e iniciar a reforma do imóvel para retomar o atendimento. Ele alegou que os problemas financeiros que prejudicaram a manutenção da casa tiveram início em 2000, quando houve o descrendenciamento pelo município e a entidade deixou de receber o repasse de R$ 2 mil mensais. Atualmente, a entidade vinha sendo mantida por doações, que cobriam apenas os custos com a alimentação e os gastos com água, luz e telefone. Outra fonte de renda é um serviço de telemarketing terceirizado que vende mel e doces. ''A ajuda do telemaketing é muito pouca'', afirmou, sem precisar quando é arrecadado mensalmente.
O pastor garantiu que a entidade teria alvará de funcionamento e licença sanitária. O setor de alvará da prefeitura não conseguiu levantar a situação da entidade. Mas o gerente da Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde, Marcelo Viana de Castro, garantiu que o Melvi não estava licenciado. O promotor de Defesa de Saúde Pública, Paulo Tavares, reafirmou que foi a Vigilância que denunciou a falta de condições.
Ontem continuava o trabalho de encaminhamento dos internos. O pastor afirmou que alguns dos internos estariam perambulando pelas ruas. Outros três voltaram ao Melvi pedindo abrigo mas retornaram ao Sinal Verde, projeto municipal que atende moradores de rua.
A coordenadora do Sinal Verde, Édna Mariene Rocha, assegurou não ter informações de que pacientes estariam sem abrigo. Ela afirmou que três internos retornaram para suas cidades de origem, outros foram entregues a parentes e alguns continuam albergados. Apenas um interno teria conseguido fugir do Melvi quando os oficiais de Justiça cumpriam a ordem de interdição.


