A equipe do filme Gaijin 2 se deslocou ontem para o centro de Londrina para filmar a cena de encontro dos protagonistas Gabriel (Jorge Perugorría) e Maria (Tamlyn Tomita), nas imediações da Concha Acústica. A Casa de Cultura se transformou em cartório e apenas atores e figurantes, caracterizados com roupas dos anos 70 – circulavam pelo local no período da manhã. A rua, uma das únicas de paralelepípedo da cidade, ficou repleta de carros antigos para compor a cena.
O trânsito ficou bloqueado nas ruas próximas ao local da filmagem. De acordo com o tenente Lemos, que coordenou a operação, a medida foi necessária por causa da sonorização do filme. Ele explicou que os equipamentos usados alcançam sons num raio de até um quilômetro de distância.
A medida causou revolta nos donos das bancas de jornais, que contam com as vendas de domingo – as maiores da semana – para saldar os compromissos dos dias seguintes. Marilena Batista Tarameli, da Banca Correio, estava indignada. ‘‘É um absurdo não levarem isso em consideração’’, disse ela, que fatura cerca de R$ 800,00 neste dia. ‘‘Geralmente, em domingos chuvosos, as vendas são maiores ainda, pois os planos de lazer se frustam e o pessoal fica em casa lendo’’, observa o proprietário Edson Taramelli. Já o proprietário da banca Tito, José Tito de Souza, reclama por nem sequer ter sido avisado de que haveria filmagens ontem. Ele estima que seu prejuízo será de cerca de R$ 400,00.
Perto das 12 horas, a Polícia Militar passou a liberar o trânsito da Avenida Rio de Janeiro, na altura da Pará, durante o tempo em que a equipe ensaiava. Mas, nos momentos de gravação, fechava novamente.
À tarde, quando a chuva parou, cerca de 60 pessoas assistiram aos ensaios e gravações do filme que se prolongaram até às 18 horas. A dona de casa Oneide Mendonça gostou da experiência: ‘‘Passei um domingo diferente. Quando a gente vê um filme não imagina como é cansativo para quem trabalha. Eles ensaiam um tempão e gravam várias vezes a mesma coisa’’. A professora Janaína de Santana não imaginava que a produção de um filme envolvesse tanta gente. ‘‘Vendo tudo pronto não se tem noção do trabalho que dᒒ, disse. (Colaborou Célia Polesel)

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