Centro de Londrina vira cenário para o filme Gaijin 2
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domingo, 24 de março de 2002
Rosângela Vale Reportagem Local 
A equipe do filme Gaijin 2 se deslocou ontem para o centro de Londrina para filmar a cena de encontro dos protagonistas Gabriel (Jorge Perugorría) e Maria (Tamlyn Tomita), nas imediações da Concha Acústica. A Casa de Cultura se transformou em cartório e apenas atores e figurantes, caracterizados com roupas dos anos 70 circulavam pelo local no período da manhã. A rua, uma das únicas de paralelepípedo da cidade, ficou repleta de carros antigos para compor a cena.
O trânsito ficou bloqueado nas ruas próximas ao local da filmagem. De acordo com o tenente Lemos, que coordenou a operação, a medida foi necessária por causa da sonorização do filme. Ele explicou que os equipamentos usados alcançam sons num raio de até um quilômetro de distância.
A medida causou revolta nos donos das bancas de jornais, que contam com as vendas de domingo as maiores da semana para saldar os compromissos dos dias seguintes. Marilena Batista Tarameli, da Banca Correio, estava indignada. É um absurdo não levarem isso em consideração, disse ela, que fatura cerca de R$ 800,00 neste dia. Geralmente, em domingos chuvosos, as vendas são maiores ainda, pois os planos de lazer se frustam e o pessoal fica em casa lendo, observa o proprietário Edson Taramelli. Já o proprietário da banca Tito, José Tito de Souza, reclama por nem sequer ter sido avisado de que haveria filmagens ontem. Ele estima que seu prejuízo será de cerca de R$ 400,00.
Perto das 12 horas, a Polícia Militar passou a liberar o trânsito da Avenida Rio de Janeiro, na altura da Pará, durante o tempo em que a equipe ensaiava. Mas, nos momentos de gravação, fechava novamente.
À tarde, quando a chuva parou, cerca de 60 pessoas assistiram aos ensaios e gravações do filme que se prolongaram até às 18 horas. A dona de casa Oneide Mendonça gostou da experiência: Passei um domingo diferente. Quando a gente vê um filme não imagina como é cansativo para quem trabalha. Eles ensaiam um tempão e gravam várias vezes a mesma coisa. A professora Janaína de Santana não imaginava que a produção de um filme envolvesse tanta gente. Vendo tudo pronto não se tem noção do trabalho que dá, disse. (Colaborou Célia Polesel)


