Centro de Londrina tem déficit de mil vagas
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sexta-feira, 22 de dezembro de 2006
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
O motorista que precisa estacionar na Área Central de Londrina é vítima de um problema crônico da região. A combinação entre o aumento gradativo da frota de veículos e o número restrito de vagas torna um martírio a atividade cotidiana de parar o carro nas vias públicas. Sem alternativas, o poder público estuda adotar atitudes como aumentar a abrangência da Zona Azul e a priorização de políticas de incentivo ao transporte coletivo.
O déficit de mil vagas foi constatado num levantamento feito em 1997 para a elaboração do Plano Diretor que está em vigor atualmente. De acordo com o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), o número deve ser praticamente o mesmo nos dias de hoje. No quadrilátero compreendido entre entre as vias JK, Chile, Jorge Casoni, Leste-Oeste e Fernando de Noronha são 7.186 vagas de veículos para estacionar um carro médio.
Outras 55 vagas são reservadas para pontos de ônibus, que não entram na conta. O problema é que os espaços são divididos entres estacionamentos com Zona Azul, livres, reservados para táxis, carga e descarga, entre outras especificidades. A pesquisa contabilizou o número de vagas quadra a quadra (ver info).
Com relação ao número de vagas reservadas para os táxis, especialistas do Ippul justificam que esses veículos contribuem para diminuir o demanda por locais de estacionamento, principalmente no Centro da cidade.
Se na época da pesquisa a falta de vagas já era alarmante, atualmente a situação está ainda mais complicada. É que há 9 anos, quando os dados foram coletados, a frota de veículos em Londrina não passava dos 138 mil. Hoje, esse número supera os 220 mil, com uma média de crescimento de 6% ao ano.
A principal medida a curto prazo para amenizar a falta de vagas é aumentar a rotatividade. Para isso, o Ippul estuda expandir a área de abrangência da Zona Azul. E um fenômeno que ocorre naturalmente e ajuda a avaliar a pressão por vaga de estacionamento é a descentralização das atividades na cidade.
Hoje, a Avenida Saul Elkind oferece todos os tipos de serviço e evita que as pessoas precisem vir ao Centro da cidade, o que diminui a demanda por vagas de estacionamento, destaca a gerente de trânsito do Ippul, Cristiane Biazzono Dutra. As avenidas Bandeirantes e Maringá são apontadas como outros pontos descentralizadores de movimentação.
Essa descentralização, no entanto, não ocorre na velocidade necessária para minimizar o transtorno causado pela falta de estacionamentos no Centro. E, pelo menos no que concerne à administração pública, não existe solução imediata em vista: Não há como aumentar a quantidade de vagas nos espaços públicos, que já está no limite, aponta o presidente do órgão, João Baptista Bortolotti.


