Entre as madrugadas do Ano Novo e de ontem, mais de uma dezena de lojas e outras empresas da região central de Londrina sofreram ataques a pedradas e tiveram fachadas quebradas e mercadorias furtadas. Nem mesmo a existência de alarmes monitorados foi suficiente para conter os marginais. Os casos de arrombamentos chegaram a um nível tal que já preocupa tanto os lojistas quanto os próprios empresários que prestam serviços de vigilância, que já cogitam agendar uma reunião com o comando do 5º Batalhão da Polícia Militar.
Os arrombamentos na área central nunca foram uma novidade. O problema é que eles se intensificaram nos últimos dias. Os últimos ataques aconteceram na madrugada de ontem: uma loja de roupas na Rua Paranaguá, outra loja tradicional de confecção no Calçadão e uma lanchonete na Rua Pará; esta, alías, sofreu seu segundo arrombamento desde o Réveillon. Nenhum dos proprietários quis falar sobre o assunto.
O empresário Cláudio Miyoshi, que abriu recentemente uma loja de roupas e presentes em uma galeria na Rua Senador Souza Naves, teve seu estabelecimento arrombado por volta das 7h30 de domingo. Funcionários de um estacionamento viram quando um rapaz, vestindo bermudas, chinelos e aparentando ser menor de idade, quebrou uma lâmina de vidro e invadiu o local e furtou R$ 80 que estavam no caixa. O alarme disparou e o rapaz fugiu rapidamente. ''Conversei com meus vizinhos e decidimos que vamos colocar grades nos vidros'', lamentou Miyoshi.
O aumento dos casos de arrombamentos já preocupa também as empresas que prestam serviços de vigilância e de alarmes monitorados na cidade. A maioria ainda esconde o problema mas um empresário do setor admitiu que a situação está se tornando insustentável. ''O problema maior é que a Polícia Militar fala bonito na televisão mas não age'', criticou. Ele alegou que um vigilante seu acionou a PM após um arrombamento mas teve que esperar quase meia hora até a chegada de uma viatura. ''Seguimos o bandido mas como não temos poder de polícia nem tivemos apoio dos policiais, não pudemos pegá-lo'', apontou. Ele afirmou que tentará reunir colegas do ramo para discutir a questão com o comando do 5º BPM.
Segundo o empresário, os alarmes monitorados são equipamentos preventivos que inibem a ação de marginais mas não evitam os arrombamentos. Após seu acionamento, continuou, o ladrão sabe que precisa fugir rápido porque a equipe de vigilância demora poucos minutos para chegar ao local.
O relações públicas do 5º BPM, tenente Ricardo Eguedis, confirmou que nesta época do ano realmente aumentam as ocorrências de arrombamentos, tanto de estabelecimentos comerciais quanto de residências. Ele apontou que há três dias, a PM prendeu uma dupla de arrombadores que havia furtado uma loja de roupas femininas. ''O policiamento está trabalhando, temos viaturas fazendo rondas no anel central e constantemente temos efetuado prisões'', garantiu. Eguedis informou ainda que o pessoal do serviço reservado (P2) também está investigando e identificando suspeitos de praticarem esse tipo de crime.

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