Centro de Direitos Humanos cobra solução para fila na ortopedia
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quinta-feira, 23 de abril de 2015
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - A comissão de saúde do Centro de Direitos Humanos de Londrina, do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), e pacientes que necessitam de cirurgias ortopédicas foram ao Ministério Público Estadual e à Câmara Municipal de Londrina na tarde de ontem solicitar apoio para acabar com as filas no setor de ortopedia no município. O problema começou quando o Hospital Ortopédico deixou de atender pelo SUS, em maio de 2013.
A primeira reunião aconteceu na Central de Atendimento ao Cidadão do Ministério Público, onde o grupo foi recebido pelo promotor de Saúde Pública, Paulo Tavares.
A coordenadora da comissão de saúde do CDH, Sônia Oliveira da Silva, entregou uma carta ao promotor solicitando que ele utilize todos os meios legais para garantir o atendimento a todos os pacientes. Segundo ela, em 2013 a cidade contava com 20 mil pessoas aguardando algum tipo de atendimento ortopédico, mas ela acredita que esse número tenha aumentado ainda mais.
Pacientes estão há vários anos esperando pela cirurgia. No caso de Pedro Jacinto da Silva, de 70 anos, uma artrose nas mãos o impede de realizar tarefas simples, como lavar o rosto. "O problema só tem piorado. O tratamento sem cirurgia não resolve nada", afirmou.
Paulo Tavares ingressou com uma ação civil pública pedindo que 208 pacientes em estado mais grave fossem atendidos, mas o Tribunal de Justiça cassou uma liminar favorável por considerar que o município está tentando resolver o problema. "Mas não resolveu. O município realizou apenas a metade das 208 cirurgias solicitadas. Estamos recorrendo dessa decisão."
Carlos Enrique Santana, do MNDH, pediu que o Judiciário "ouça as comunidades". "O MNDH é contra a falta de cuidado com a legislação vigente. Nossa Constituição diz que o direito à saúde é um direito do cidadão", afirmou.
Posteriormente o grupo foi à Câmara solicitar o apoio dos vereadores. Gustavo Richa, da Comissão de Saúde e Seguridade Social, destacou que na próxima quarta-feira (29) será realizada uma reunião para discutir soluções para a questão. "É um problema muito grave para o município", ressaltou o vereador. "Vamos convidar representantes desse grupo que veio à Câmara para que exponham mais essas situações junto ao secretário e cobrem melhorias." Segundo Richa, para aumentar a verba da saúde o governo federal deveria reajustar os valores da tabela SUS, que está defasada há alguns anos.


