A Prefeitura de Londrina desistiu do terreno na Zona Sul onde seria construído o Centro de Detenção Provisória. A decisão foi anunciada ontem após mais um revés na Justiça que negou pedido de reconsideração da liminar de emissão da posse da área, impetrada pela Procuradoria Jurídica do Município na semana passada. Um novo terreno já está sendo negociado, mas o processo praticamente volta à estaca zero, visto que serão necessárias novas visitas de peritos para liberar a construção do complexo.
No processo de desapropriação, o município avaliou a área de 15 mil metros quadrados, localizada ao lado da Casa de Custódia de Londrina (CCL) em R$ 64 mil. O valor foi questionado e uma nova avaliação, realizada a pedido do juiz da 3 Vara Cível, Rafael Vieira de Vasconcelos Pedroso, apontou que o terreno vale R$ 99 mil.
''Não temos condições de pagar 50% acima da avalição'', afirmou o secretário de governo Adalberto Pereira. Segundo ele, um ofício seria encaminhado ainda ontem ao secretário de Justiça, Aldo Parnazianelo, informando a situação e sugerindo um novo terreno, ao lado do primeiro. ''Vamos pedir para eles encaminharem técnicos para verificar a viabilidade'', disse.
Pereira afirma que o proprietário da outra área foi sondado e está disposto a negociar, aceitando praticamente o mesmo valor da primeira área avaliada.
Ele também acredita que como o terreno está localizado na área já vistoriada pelo técnicos do Departamento Penintenciário (Depen), a perícia possa ser mais rápida. A construção do Centro de Detenção Provisória foi anunciada em agosto do ano passado, com a liberação de R$ 2,5 milhões para obra.
Inicialmente, a secretaria de estado da Justiça tinha optado pela instalação do complexo na Zona Oeste, como forma de coibir a alta criminalidade da região. A indicação não foi aceita pelo município, cuja contrapartida na obra é a cessão da área. Após meses de negociações e várias vistorias na região da CCL e das obras do Educandário, o terreno foi escolhido mas o proprietário não aceitou o valor sugerido pela Prefeitura e por isso a questão foi parar na Justiça.

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