Em reunião ontem com o juiz corregedor da Vara de Execuções Penais (VEP) de Londrina, Roberto do Valle, o secretário de Estado de Justiça, Jair Braga, anunciou que o Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) irá abrigar 870 presos condenados. A inauguração da nova unidade prisional na Zona Sul, provavelmente, deverá acontecer em março. Com a definição, a Casa de Custódia (CCL) e a Penitenciária Estadual (PEL) passarão a atender somente presos provisórios.
Segundo o secretário, o CDR deverá receber 870 presos condenados que hoje estão na CCL, PEL e nos distritos policiais. Segundo estimativa da Vara de Execuções Penais, o total de presos nesta situação chega a 785. ''Isso vai dar vazão para o juiz corregedor colocar presos provisórios na PEL, porque o grande problema que eu avalio, e o juiz também, é que os presos provisórios estão em situação mais dificultosa para as autoridades policiais'', destacou o secretário, que depois da reunião visitou as instalações do Centro de Detenção. As outras 90 vagas que completam as 960 vagas anunciadas pelo Governo serão destinadas a presos especiais - como aqueles que precisem ser isolados após cometerem faltas graves, os que estão ameaçados ou os com diploma de curso superior.
Braga avisou que a movimentação de presos para a nova unidade só vai acontecer quando a Secretaria de Estado de Justiça receber a obra oficialmente da Secretaria de Estado de Obras. Ainda faltam alguns detalhes que não faziam parte do projeto original e a previsão é que a inauguração seja realizada em meados de março.
Na nova penitenciária, os presos terão direito a TV e encontros íntimos, mas não poderão consumir cigarro, como já acontece hoje nas unidades prisionais do Paraná. Móveis e utensílios já estão sendo descarregados no novo prédio. Na tarde de ontem, por exemplo, um caminhão fazia a entrega de colchões.
Para o juiz corregedor, a decisão tomada pelo Governo foi a mais acertada. Isso porque além de concentrar numa unidade todos os presos condenados em primeiro grau de Londrina, ainda sobrarão mais cerca de 80 vagas que deverão ser ocupadas por condenados que estão em delegacias da região. ''Sem contar que a PEL ainda tem capacidade física de receber mais um preso por cela (as atuais 580 vagas passariam para 640) numa situação de necessidade extrema'', destacou Valle.
O secretário não quis opinar se após o esvaziamento as carceragens do 2º, do 3º e do 4º distritos policiais serão desativadas definitivamente. ''Isso é com outra secretaria (de Segurança Pública)'', argumentou. O juiz corregedor, no entanto, adiantou que será difícil concretizar a desativação dos DPs por causa da demanda permanente de vagas para presos provisórios. A tendência, comentou o juiz, é que estas carceragens voltem a ser exigidas num prazo de três a quatro meses.

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