Com oito anos de fundação, o Centro de Convenções de Curitiba se prepara para passar por uma ampla reforma. Serão investidos R$ 4 milhões para reforma da fachada e dos auditórios internos. A intenção é terminar um restaurante dentro do Centro de Convenções e inaugurar um teatro com capacidade para 1.500 pessoas. ‘‘Estamos fazendo tudo o que podemos para que o local seja também mais uma opção de lazer para a população e para os turistas de negócios’’, diz Margareth Pizzatto, diretora comercial do centro.
O Centro de Convenções de Curitiba fica na área central da cidade, na Rua Barão do Rio Branco, e é o único do País com 90% dos hotéis instalados no raio de um quilômetro de distância. ‘‘Para vir até aqui, o turista não precisa pegar táxis ou ônibus, ele pode fazer todo o percurso a p钒, afirma. Este tem sido um dos principais pontos ofertados pela capital na atração de eventos. Somente este ano, 112 palestras e congressos já foram marcados com antecedência, com uma previsão de público de 180 mil pessoas. Alguns eventos foram pré-agendados para o ano 2.004.
Entre os eventos agendados está o Expogeo - Congresso e Feira de Geotecnologia do Brasil. ‘‘Esta feira foi criada aqui e tem gente do mundo inteiro que acompanha o evento’’, diz Margareth. Também está na agenda para Curitiba a I Feira Internacional de Cosméticos, Perfumaria e Estética para o Mercosul. ‘‘Mesmo com a crise mundial, o setor do turismo de negócios no Paraná tem crescido 7% ao ano’’, garante.
Mas, segundo o presidente do Centro de Convenções de Curitiba, Moacyr Lopes Gouvêa, o turismo de negócios ainda tem muito o que crescer. De acordo com ele, seria necessária a criação de um fundo de captação de eventos no Estado para incentivar a vinda de mais congressos para as cidades de Curitiba, Londrina, Cascavel e Foz do Iguaçu. Este fundo seria gerenciado por um escritório (o ‘‘Convention Bureau’’) responsável pelos contatos com promotores de feiras e congressos de todo o mundo. ‘‘Para criar este fundo, precisamos de mecanismos legais’’, diz ele. Isto teria que passar por uma lei estadual ou municipal, criando taxas na rede hoteleira. ‘‘Não seria um imposto pago pelo hoteleiro, seria uma taxa paga pelo turista e destinada ao fundo’’, explica.
O secretário estadual de Esporte e Turismo, Ney Leprevost, diz que o turismo de negócio é fundamental para o crescimento da arrecadação do Estado. De acordo com ele, um turista de lazer gasta na cidade R$ 80,00 por dia e não exige nota fiscal. Já o turista de negócio gasta, no mínimo, R$ 250,00 por dia e exige nota fiscal em todas as suas compras. ‘‘Este tipo de turista é fundamental para gerar e fazer crescer a receita tributária do Estado’’, afirma.

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