Centro chega a internar
pessoas estrangeiras
A credibilidade do trabalho do Cervin já atravessou fronteiras. Dois dependentes de outros países (Suiça e Alemanha), que conheciam pessoas de Rolândia, trocaram a terapia da Europa e buscaram a cura na instituição. Mas as últimas estatísticas mostram que são os londrinenses quem mais procuram o Cervim.
Com 22,67%, eles lideram no número de internos. Em seguida vem os rolandenses, com 16,66%, e depois os curitibanos, com 9,34% das internações. Cerca de 8,66% vieram de outros Estados, apesar da filosofia do Cervin de priorizar os dependentes de Rolândia, região e Paraná.
Entre os londrinenses, encontra-se em tratamento S.J.S., 23 anos, um especialista no setor de telefonia. ‘‘Cheguei num ponto que não dava o menor valor pela vida. Com outros colegas eu barbarizava naquela região do Jardim do Sol. As pessoas cortavam volta de mim. Estava decidido a começar assaltos a bancos. Era tudo ou nada, não acreditava que tinha como sair daquela situação de drogas e crimes. Com crak e cocaína na cabeça a pessoa faz qualquer coisa. Se estivesse lá fora não sei se ainda estaria vivo.’’
Na última fase do tratamento, S.J.S. afirma que hoje é outra pessoa e a própria direção aponta o jovem londrinense como um modelo de regeneração. Não só pela mudança de comportamento, mas também pelo empenho dele nas atividades na fazenda.
Com a recuperação, S.J.S. diz que começou um processo de reconstituição de sua família. ‘‘Meu envolvimento com drogas e crimes arrebentou minha família. Mas graças a Deus isso está mudando. Quero trabalhar para ajudar na recuperação de outros jovens, pois a droga só traz desgraça.’’ (E.A.)

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