O Centro Municipal de Reabilitação do Portador de Necessidades Educacionais Especiais já está funcionando na Escola Municipal São José, no Bairro dos Estados. Cerca de 100 crianças portadoras de deficiências leves estão sendo atendidas. O centro atende somente crianças encaminhadas por escolas da rede municipal de ensino.
Mesmo em funcionamento, a direção pretende oficializar a inauguração somente em agosto, após receber materiais pedagógicos que ainda faltam. A instituição conta com duas psicólogas, duas fonoaudiólogas, dois fisioterapeutas e uma assistente social.
São atendidos estudantes de até 16 anos. Eles frequentam o centro em horário oposto ao das aulas. As sessões de cada especialidade de atendimento duram 30 minutos, uma vez por semana. Os maiores de 16 anos são encaminhados à Clinica Municipal de Reabilitação, que atende toda a comunidade.
Segundo a coordenadora do projeto, Irene Raquel Garcia, o objetivo do centro é o tratamento preventivo das crianças portadoras de deficiências. ‘‘Quanto mais cedo essas crianças com deficiências forem tratadas, mais chances elas tem de se reabilitar’’, disse.
O centro foi criado para desafogar a Clínica Municipal de Reabilitação. ‘‘As crianças ficavam muito tempo aguardando a vez, a lista de espera na clínica é imensa.
Conscientização A maioria dessas crianças tem dificuldades de aprendizagem, de fala, audição. Problemas que podem ser solucionados’’, afirmou.
O centro também realiza um trabalho de conscientização com os pais dos estudantes portadores de deficiência, para evitar que eles desistam do tratamento. Para que o trabalho realizado no centro seja satisfatório, é vital a participação da família. Isso evita a interrupção do tratamento.
‘‘A família tem que se conscientizar que a criança precisa de tratamento sistematizado. Alguns pais levam as crianças ao centro uma ou duas vezes e depois desistem’’, nota a assistente social, Jeane Ramos Silvério.
Todos os estudantes encaminhados ao centro passam por uma triagem antes de iniciarem os tratamentos. Os casos graves são encaminhados à Associação de Pais e Alunos de Excepcionais (APAE).

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