Vários sinais podem chamar a atenção para o risco de um ataque cardíaco. Esses alertas são caracterizados principalmente pelo desconforto, dor no peito ou no braço esquerdo. O problema é que, algumas vezes, em seu início, a doença pode ser confundida como uma simples indigestão, aumentando os riscos de suas vítimas. Para ajudar no diagnóstico preciso e prevenir as mortes cardíacas súbitas, será inaugurado amanhã, em Curitiba, o primeiro Centro de Dor no Peito do Paraná, que funcionará na Clínica Cardiologyca C. Constantini.
No centro os paranaenses vão encontrar todo o atendimento necessário para diagnóstico do infarto. A convite do presidente da Federação Mundial de Cardiologia, Mário Maranhão, o evento contará com a presença do criador dos centros de dor no peito, o cardiologista americano Raymond D. Bahr. Em 1981, ele implantou em Baltimore (EUA), o primeiro local de atendimento com o objetivo de diagnosticar e atender com rapidez os casos de ataques cardíacos, cada vez mais frequentes nos países industrializados. Atualmente, existem 1,2 mil centros nos Estados Unidos e outros 50 em diversos países.
Os médicos sabem que, muitas vezes, as pessoas costumam minimizar seus sintomas quando experimentam desconforto no peito ou sensação de indigestão, perdendo um tempo que poderia evitar um infarto. Mário Maranhão diz que os cardiologistas costumam mencionar a ‘hora dourada’, período que engloba as quatro primeiras horas de ocorrência dos sintomas do infarto. ‘‘São as mais importantes para o tratamento, quando é possível interromper o processo, com o uso de modernas técnicas’’, explica.
Para evitar sequelas, é necessário ficar alerta para sinais como pressão, queimação ou aperto - nem sempre dor - no centro do peito, que em geral melhora com o repouso. A sensação de compressão ou crescimento do tórax também deve ser levada em consideração. O risco de infarto pode ser percebido ainda pelo desconforto nos dentes, queixo, lado interno dos braços, nas costas; tonturas, suores, náuseas, sensação de desmaio, falta de ar ou fraquezas. Muitas vezes os sintomas do infarto são confundidos com problemas de coluna, digestivos e musculares.

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