Quatro captações de múltiplos órgãos foram registradas pela Central de Transplantes de Londrina neste ano. O índice coloca a região numa posição superior à média nacional. Enquanto no País são realizadas sete captações por milhão de habitantes, na regional, que conta com 21 cidades e 1,7 milhão de habitantes, foram 13 no ano passado.
  Ainda assim, o número, de acordo com a coordenadora da central em Londrina, Evanira Chiquetti, é baixo. ‘‘Existe a dificuldade de fazer a informação chegar à população. E também é preciso que os serviços de saúde tenham maior credibilidade junto aos pacientes.’’ Ela acrescenta que existe ainda a questão cultural do brasileiro não aceitar a morte.
  A conseqüência é o grande número de pacientes na fila, aguardando doação dos mais diversos órgãos em que os transplantes são realizados em Londrina: rim (498), córneas (190), ossos (29) e coração (8).
  Com o intuito de reduzir essa fila, os profissionais de saúde passam por treinamento para estar preparados para as entrevistas com os familiares e, dessa forma, proporcionar um aumento do número de doadores. Nesta terceira turma, 450 estão passando pela capacitação. (Fernando Rocha Faro)

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