Todo o chorume produzido nos últimos 25 anos no ''Lixão'' de Londrina será, agora, tratado através de um processo biológico e devolvido à natureza na forma de água. Ontem, o prefeito Nedson Micheleti (PT) e o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, inauguraram a Estação Biológica de Tratamento de Líquidos Percolados (lagoas de chorume). O chorume é produzido pela degradação do lixo.
A estação vai funcionar por pelo menos 25 anos, mesmo depois que o aterro for desativado. ''É o tempo para recuperar todo o chorume que foi produzido. A obra vai garantir definitivamente a qualidade das águas do vale do rio Tibagi'', disse Sella. A estação, que custou cerca de R$ 100 mil, tem capacidade para tratar cerca de 140 metros cúbicos de chorume por dia.
O chorume é canalizado para um tanque equalizador, onde existem dois aeradores, bombas que liberam oxigênio. Nesse tanque, a parte orgânica do chorume é depurada por bactérias aeróbicas, que se desenvolvem por causa do oxigênio. Em seguida, o chorume passa para um segundo tanque, de decantação, onde as partículas sólidas, que não foram depuradas pelas bactérias, ficam suspensas e são retiradas. Na sequência, o líquido passa por filtros de areia e carvão ativado, que vão deter o restante das impurezas. Antes de ser despejado na bacia do Rio Tibagi, o líquido passará por análise físico-química, para saber se está se dentro de critérios exigidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
A previsão para início do funcionamento do novo aterro sanitário de Londrina, segundo Sella, é de 18 meses. De acordo com ele, já está em fase de licitação o estudo do impacto ambiental na nova área de aterro. ''A nova área só será divulgada depois do estudo'', afirmou.

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