Central é resultado de termo de cooperação

A CVMR (Central de Valorização de Materiais Recicláveis) de Londrina surgiu de um projeto de investimento da logística reversa e é resultado de um termo de cooperação firmado entre o Estado e as empresas a partir do acordo setorial das embalagens pós-consumo. No Paraná, há previsão de instalação de sete centrais, incluindo a unidade de Londrina.
Localizada no Parque Industrial José Belinati (zona norte), a CVMR tem uma parceria com o poder público, as cooperativas de reciclagem e entidades que investem na logística reversa, como a ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), Abipla (Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza) e Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
As entidades investiram R$ 3,5 milhões na compra de equipamentos, estruturação, capacitação do pessoal, capital de giro e manutenção do espaço por um período de 36 meses. A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) arca com os custos de aluguel do barracão de dois mil metros quadrados, água, luz, pagamento dos funcionários e combustível, além dos investimentos em educação ambiental e fiscalização das atividades.
CMTU e Saúde capacitam agentes de endemias
A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) fez uma parceria com a Secretaria de Saúde de Londrina para capacitar os agentes de endemias que atuam no combate do Aedes aegypti para orientarem a população sobre a importância de separar o material para a coleta seletiva. Com esse trabalho, o município espera aumentar o volume de lixo reciclado, além de eliminar os criadouros do mosquito.
Dos 180 agentes orientados a receberem o treinamento, 162 foram capacitados. O treinamento aconteceu em agosto e durou seis dias. "Conseguimos esclarecer diversas dúvidas para que os agentes possam orientar a população de maneira correta sobre separação do material, dias de coleta e cooperativas que atuam no sistema", disse a analista ambiental da CMTU, Eliene Moraes.
A gerente de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde, Diana Martins, explicou que esse trabalho foi iniciado há dois anos e desde 2016 foi possível observar que nos locais onde os agentes fizeram o trabalho de orientação e conscientização dos moradores, os índices de infestação do mosquito apontado pelo Liraa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti) diminuíram. "Esse trabalho incentiva o morador a colocar o material reciclável na rua nos dias certos e, além de aumentar a coleta reciclável, ajuda a reduzir os criadouros", destaca Martins. "Os materiais recicláveis são os principais criadouros."
"Vamos começar as orientações pelo índice do Liraa até atingir a cidade toda. Começamos nessa semana", disse Moraes.





