Central de triagem de lixo reciclável da Ama é ampliado Josoé de CarvalhoCentral foi ampliada com dinheiro obtido em leilões de recicláveis Silvana Leão De Londrina A coleta seletiva de lixo em Londrina começa a dar os primeiros sinais de crescimento. Ontem foram inauguradas as obras de ampliação da central de triagem da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), localizada na Chácara São Miguel (zona sul da cidade). O dinheiro utilizado – aproximadamente R$ 10 mil – foi obtido de leilões de material reciclável. A central, que funciona com 40 funcionários fixos e 10 temporários, encaminhados através de convênio com a Secretaria de Ação Social do município, ganhou refeitório, banheiros, vestiário e escritório do programa de coleta seletiva (hoje sediado no Parque Arthur Thomas, onde também está a sede da AMA). ‘‘Optamos por começar aplicando o dinheiro dos leilões na melhora da qualidade do ambiente de trabalho, que é muito importante e não requer um alto investimento’’, explicou o presidente da AMA, Rubens Canizares. O próximo passo no projeto de ampliação será a implantação de parte da usina de reciclagem de lixo, que foi comprada ainda na gestão de Luis Eduardo Cheida por R$ 1,2 milhão e até hoje não foi montada. De acordo com Canizares, de início entrará em funcionamento apenas 30% da usina, a um custo aproximado de R$ 150 mil. O restante, que são os equipamentos para compostagem de lixo orgânico, deverá ser instalado no novo aterro sanitário, em local ainda a ser definido. ‘‘A expectativa é que as obras do barracão que vai abrigar a usina de reciclagem sejam iniciadas em 30 dias. Já estamos preparando o processo de licitação. Em cerca de 120 dias deverá estar funcionando’’, garante Canizares. Com o funcionamento da usina, 60% do município deverá ser beneficiado com a coleta seletiva de lixo, atualmente presente em apenas 25%. A idéia, de acordo com o presidente da AMA, é que até o final deste ano 90% da população esteja recebendo o serviço. Atualmente, são arrecadadas de 180 a 200 toneladas por mês de lixo reciclável em Londrina. Com a ampliação dos serviços, serão pelo menos 600 toneladas de material que poderão ser revertidas em recursos. ‘‘Com isso, queremos atrair para cá empresas que trabalham com reciclagem.’ A venda do material continuará sendo feita através de leilões coordenados pela AMA, já que o sistema permite aumentar o seu valor de mercado. Também estão em vias de ser colocadas em prática no município quatro cooperativas de triagem, em diferentes regiões, que terão renda revertida para os próprios cooperados. Segundo Canizares, em um grupo de 20 trabalhadores, um volume de 50 toneladas por mês de lixo reciclável pode resultar num salário de R$ 200,00.

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