Londrina - Uma central de mototáxi foi fechada e outras quatro autuadas durante fiscalização na manhã de ontem, promovida pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Secretaria Municipal da Fazenda, Guarda Municipal e Polícia Militar. O objetivo foi verificar quais centrais estão operando ilegalmente, seja sem alvará, motos sem equipamentos de segurança ou documentação irregular ou condutores não credenciados junto ao município.
Atualmente, há 60 centrais e 345 mototaxistas credenciados junto à CMTU, que não sabe precisar o número de motos ilegais circulando em Londrina. "Temos 300 vagas abertas até o dia 27 de dezembro para quem quiser se legalizar, mas a procura tem sido muito baixa. Falta interesse por parte do mototaxista. Para os clientes, o perigo é que são motos sem seguro e sem equipamentos de segurança; em caso de acidente, o passageiro estará desprotegido", explicou Jona Rico, coordenador de trânsito da Companhia.
Foram fiscalizadas cinco empresas no centro de Londrina, mas a intenção é que a operação continue por tempo indeterminado em todas as regiões, inclusive com blitze para fiscalizar os veículos em circulação. "Nosso objetivo é trazer mais segurança para a comunidade e tirar de circulação quem está fora das regras", disse Rico.
Com a notícia da fiscalização se espalhando entre as centrais, poucos veículos foram encontrados. Do total, 10 estavam irregulares, mas não foram apreendidos porque não estavam circulando e outros cinco não tinham irregularidades que justificassem a apreensão. Segundo o coordenador de Trânsito, entre os equipamentos obrigatórios estão antena corta fio, proteção de escapamento, alça para o passageiro, colete e capacete refletivo.
Na central fechada, o alvará estava vencido desde 2009 e no local foi encontrada apenas a secretária, uma adolescente de 13 anos. Mesmo irregular, a central ainda tinha uma faixa anunciando a contratação de mototaxistas.
"A moto pode ser autuada pelo Código de Posturas ou pelo Código Brasileiro de Trânsito. Já a autuação para a central gera uma multa referente ao estabelecimento, uma para cada moto encontrada no local e uma para cada mototaxista clandestino. Além disso, pode ser negada a renovação do alvará de funcionamento", explicou o coordenador de Trânsito.
Arnaldo Sebastião, diretor de Trânsito da CMTU, destacou que o pedido para intensificar a fiscalização partiu do Ministério Público e dos mototaxistas regularizados. "Eles pagam impostos e não querem a concorrência desleal. Além disso, o número de acidentes com moto é muito alto, cerca de 70% dos casos", alertou.
O único mototaxista encontrado durante a fiscalização em uma das centrais na Avenida Dez de Dezembro afirmou que já trabalha há seis anos, sempre ilegalmente. Segundo ele, o que atrapalha a regularização é o tempo gasto no processo. "Demora muito para resolver isso e nunca tem vagas, nem sei mais quanto custa. Não é porque você está ilegal que vai sofrer um acidente, nunca sofri nenhum. A única coisa que não tenho é a placa vermelha na moto. Mas os itens de segurança tenho todos. Aquele que disser que não pode comprar está mentindo" apontou.
Quem quiser se regularizar deve procurar uma autoescola para fazer o curso específico, nas categorias frete e táxi, com aulas teóricas e práticas. Após a conclusão é emitida uma nova habilitação, indicando os cursos realizados. Esse e outros documentos devem ser encaminhados à CMTU, que após análise irá solicitar o alvará junto à prefeitura.

Serviço: Para informações sobre os documentos necessários à CMTU pelo fone é (43) 3379-7966.

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