ORIENTAÇÕES -

Central de monitoramento da Covid-19 realiza quase 600 ligações por dia

Acompanhamento é feito por profissionais de saúde junto a pessoas com suspeita ou com diagnóstico confirmado da doença

Pedro Marconi - Grupo Folha
Pedro Marconi - Grupo Folha

Há quase três meses funciona em Londrina uma central de monitoramento da Covid-19. Somente em julho, a média tem sido de cerca de 570 ligações diárias para pessoas com suspeita ou diagnóstico confirmado da doença. Os contatos são feitos por médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem da Atenção Básica, Urgência e Emergência e Vigilância Sanitária, da secretaria municipal de Saúde. 


Central de monitoramento da Covid-19 realiza quase 600 ligações por dia
Vera Roncarati/Secretaria municipal de Saúde
 




Os dados são captados de um sistema que precisa ser preenchido, obrigatoriamente, por todo o serviço de saúde, como hospital, UPA (Unidade de Pronto Atendimento), UBS (Unidade Básica de Saúde) e rede particular, quando existe uma notificação suspeita de coronavírus ou síndrome respiratória. A partir disso, os profissionais da central tabulam os registros para controle de todos os pacientes. 




Os sintomas repassados pelos monitorados são classificados em cores, que determinam o grau de gravidade do caso: verde, amarelo e vermelho. “Ligamos para a pessoa para saber como ela está, os sintomas gerais. Temos uma escala e conforme preenchemos o gabarito, indica se ela pode continuar em domicílio ou temos que encaminhar para um serviço de referência”, explicou Daniela Carvalho Gomes, da Diretoria de Atenção Primária em Saúde. “Se mantém verde, ligamos a cada dois dias ou vamos espaçando; no caso do amarelo é diariamente”, acrescentou. 


Quando a categorização é vermelha, dependendo da situação, é acionado o Samu e a própria central faz a regulação, apontando o lugar que a pessoa deverá ser encaminhada. Outra opção é a telemedicina. “Funciona na UEL (Universidade Estadual de Londrina). Fazemos o agendamento da consulta e na hora marcada o médico liga. Vemos também para o contato domiciliar ter a consulta, para que não precise sair”, detalhou. 


ORIENTAÇÕES

O setor também é o responsável por comunicar os resultados dos testes para Covid-19, sejam eles negativos ou positivos. “Mesmo com o paciente tendo resultado negativo, pedimos para manter o isolamento por mais sete dias. Mesmo não sendo Covid-19, pode ter outras síndromes gripais, como H1N1, porque em algum momento ele apresentou sintomas e procurou o serviço de saúde.” 


Já para aqueles diagnosticados com a doença, são repassadas diversas orientações, como permanecer em casa, em local separado, utilizar máscara a todo momento, intensificar a higienização de superfícies com álcool 70%, não fazer uso dos mesmos utensílios domésticos dos demais membros da casa e lavagem de roupa desassociada das outras peças. O acompanhamento destes pacientes é por uma equipe específica dentro da central, com monitoramento mais frequente. 


A OMS (Organização Mundial de Saúde) calcula que cerca de 80% dos pacientes com Covid-19 podem ser assintomáticos ou apresentarem poucos sintomas, enquanto que aproximadamente 20% dos casos detectados requer atendimento hospitalar por apresentarem dificuldade respiratória. Até segunda-feira (27), Londrina tinha quase 18 mil testes realizados desde o início da pandemia, com 16% de positivação. 


REAÇÕES


No dia a dia, os profissionais ainda precisam lidar com vários tipos de reações em relação ao resultado dos testes. “Tem gente que lida com normalidade, mas existem pessoas que entram em pânico, ficam apavorada. Por isso, tem que ser uma fala mais ‘trabalhada’. Temos um serviço vinculado, que é a central de atendimento psicológico. Se tem um comportamento de mais receio, pedimos para que entre em contato, pois, pode ser prejudicial”, destacou. 



Também há casos em que a pessoa, com ciência da presença do vírus, sai da quarentena obrigatória. “Já tivemos situação em que ligamos para a pessoa, com resultado positivo, e ela estava na Ceasa. Quando isso acontece, fazemos contato direto com a diretoria de Vigilância, que faz a notificação”, relatou Gomes. A central de monitoramento atua de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos fins de semana, das 8h às 12h. São dez profissionais por turno, manhã e tarde. 


GUARDA MUNICIPAL

A GM (Guarda Municipal) pode intervir em ocasiões de desrespeito consideradas extremas. Na semana passada, por exemplo, o trabalhador de uma construção no distrito de Guaravera, na zona sul de Londrina, foi identificado e advertido por “furar” o isolamento. Um boletim de ocorrências foi registrado. Este tipo de medida foi acordada com o MP-PR (Ministério Público do Paraná). 




Segundo a assessoria da corporação, até o momento, este foi o único caso com necessidade de advertência. A guarda monitora uma lista de pessoas oficialmente diagnosticadas com o Sars-CoV.  

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