Central de Moagem é
reativada na zona sul
Processamento de entulhos ficou parado seis meses em Londrina
Lúcio Horta
Milton DóriaA todo vapor
Reativação, ontem de manhã: meta é processar 100 toneladas/dia A Central de Moagem de Entulhos de Londrina, localizada no conjunto Cafezal (zona sul), a oito quilômetros do centro, voltou a operar depois de seis meses parada por problemas de manutenção. A reabertura foi ontem de manhã, aproveitando as comemorações da Semana do Meio Ambiente.
O presidente da Autarquia do Meio Ambiente (AMA), Mauro Maggi, afirmou que dessa vez a central não vai mais parar de funcionar. Pelo contrário: segundo ele, a partir de agora o processamento do entulho, com produção de areia, blocos e bloquetes, será intensificado para atender não só as obras da prefeitura como também de projetos de assistência social.
‘‘O que queremos agora é firmar convênios ou parcerias com Cohab (Companhia de Habitação) e Secretaria de Ação Social, por exemplo, para beneficiar pessoas mais carentes’’, diz Maggi. Além do benefício social, Maggi observa que a operação da central é um instrumento importante para o tratamento de resíduos sólidos e, consequentemente, para diminuição da poluição urbana de Londrina.
Atualmente, a produção do entulho de construção civil na Cidade é estimada em 400 toneladas/dia. A meta da central é receber todo esse material e processar pelo menos 100 toneladas/dia, com produção de até 3,5 mil blocos de construção. Tudo isso pode ser feito com um custo mensal relativamente baixo, segundo o presidente da AMA: cerca de R$ 10 mil - para pagamento de funcionários e também compra de cimento.
Por enquanto, cerca de 150 caminhões caçambeiros despejam diariamente na central o entulho recolhido em Londrina, o que representa aproximadamente 200 toneladas. O restante da produção, avalia Maggi, é depositada de maneira irregular em outros cantos da Cidade.
Para evitar a poluição provocada por entulhos, sobretudo em áreas de fundo de vale, a AMA pretende intensificar a fiscalização e a empresa flagrada receberá multa no ato (cerca de R$ 1 mil, independente da quantidade). A cópia da multa será enviada ao Ministério Público para que o infrator possa ser denunciado por crime contra o meio ambiente. ‘‘Vamos agilizar a penalização. Não queremos ser acusados de omissão’’, observa Maggi.
Criada na administração Luiz Eduardo Cheida, no segundo semestre de 1993, a central de entulhos foi considerada ano passado uma das 100 melhores experiências brasileiras na área de desenvolvimento sustentável. Ganhou o prêmio ‘‘Paraná Ambiental’’ e também outro ofertado pelo Ministério do Meio Ambiente, oferecido pelo Governo Federal.

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