Central de Medicamentos é interditada
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de março de 2009
Thiago Alonso<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A falta de estrutura, de higiene e de cuidado no armazenamento de medicamentos fez com que a Vigilância Sanitária Estadual interditasse, na tarde de segunda-feira, a Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) de Ponta Grossa (Campos Gerais). A interdição ocorreu a pedido do Ministério Público (MP) do município.
Segundo a Vigilância Sanitária, a central funcionava sem licença sanitária e armazenava medicamentos vencidos. Fezes de rato teriam sido encontradas no espaço. Foi constatado também que os remédios recebiam luminosidade em demasia. O diretor da 3 Regional de Saúde de Ponta Grossa, Adroaldo Araújo, diz que o local era grande e poderia estar abrigando mais de três milhões de comprimidos. ''A prefeitura já havia sido notificada do problema desde o ano passado'', conta
O vice-presidente do Conselho Regional de Farmácia do Paraná, Dennis Armando Bertolini, diz que a situação precária do prédio pode ter prejudicado os medicamentos que eram distribuídos nos postos de sa© úde e hospitais de Ponta Grossa.
De acordo com o promotor Fuad Faraj, do Ministério Público (MP) estadual, a Central funcionava há muito tempo sem que houvesse um projeto estrutural aprovado, por isso pediu que o local fosse interditado. Segundo ele, um termo de ajustamento de conduta será assinado amanhã entre a prefeitura e MP, e a administração municipal deve se comprometer em resolver a situação com a maior rapidez possível.
O diretor de Gestão em Saúde da Secretaria Municipal de Sa© úde, Edson Alves, reconhece os problemas do espaço físico mas nega outras irregularidades, como a existência de fezes de rato. Além disso, ele garante a qualidade do medicamento fornecido à população.
Ele justificou os problemas dizendo que o local era provisório e que a prefeitura já encontrou um novo espaço para abrigar os medicamentos. Segundo Alves, a nova Central deve estar pronta na próxima semana, mas, como o espaço interditado esta semana, também será provisório. ''Solicitamos junto à Vigilância Sanitária e ao Ministério Público um prazo de seis meses para encontrar um espaço definitivo'', informa.


