Central de ambulância quer acabar com trote
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de junho de 1997
Marcos Zanatta Maringá 
A Central de Ambulâncias de Maringá, mantida pela Secretaria de Saúde do município, quer acabar com os trotes e com o uso inadequado do serviço. O diretor da secretaria, Valério Odorizzi, calcula que 30% das chamadas são feitas por pacientes que poderiam se locomover até os postos de saúde ou hospitais de ônibus. Outras 20% das chamadas são trotes, normalmente feitas por crianças ou adolescentes.
Em média, a central recebe 240 pedidos de transporte de pacientes a cada 24 horas. Todas as chamadas são atendidas, mesmo as que fogem do parâmetro de urgência e emergência, afirma. Mas a intenção da secretaria é ordenar os atendimento, evitando que as ambulâncias percam tempo com pacientes sem necessidade de transporte especial ou mesmo com os trotes.
A partir de agora, por isso, os pedidos de ambulância não serão mais atendidos quando feitos por crianças. Hoje o serviço está disponível também pelo telefone público, sem o uso de fichas. Muitas crianças fazem a solicitação de telefones públicos sem necessidade. Vamos atender apenas quando recebermos chamada de adultos que se identificarem, avisa.
Para evitar o transporte de pacientes que não necessitam de cuidados especiais, a secretaria vai fazer um trabalho direto de orientação. Hoje, o paciente que pode se locomover é atendido, mas orientado a só solicitar a ambulância em caso extremo, quando existe necessidade real de transporte especial. Vamos impor regras para acabar com o uso indevido do serviço, adiante ele.
A central possui 17 ambulâncias que trabalham 24 horas por dia. Em média, são atendidas sete mil chamadas por mês, de todos os pontos da cidade, localidades rurais e distritos. Odorizzi calcula que todas as ambulâncias juntas percorrem cerca de 90 mil quilômetros por mês. Além da economia para os cofres do município, vamos melhorar e até agilizar o atendimento de urgência e emergência utilizando de forma adequada o serviço, diz.


