Entre as mais de 25,6 mil chamadas recebidas pela central da GM (Guarda Municipal) para atendimentos de emergência em 2019, 22,7% foram trotes ou ligações por engano. Os telefones de emergência 153, da GM, e 199, da Defesa Civil, contabilizaram no ano passado 2.679 trotes e 3.142 chamadas por engano, totalizando 5.821 registros, conforme balanço feito pela Secretaria Municipal de Defesa Social.

Apesar de elevado, o número é 23% menor do que o registrado em 2018, quando foram computados 7.604 trotes e chamadas por engano. A secretaria atribui a queda a uma campanha iniciada em abril passado. Para evitar as chamadas por engano, foram distribuídos panfletos informativos sobre as atribuições da instituição junto aos servidores e usuários do serviço público. A campanha segue em 2020 e os materiais continuam sendo entregues pelos guardas municipais durante os turnos de trabalho.

Ainda assim, os trotes e enganos persistem. Um levantamento feito pela central referente ao mês de janeiro de 2020 revelou 157 ligações por engano e 78 trotes. "O trote é prejudicial em vários aspectos, mas é preciso conscientizar a população de que, quem atende o telefone, se tiver que se preocupar se está sendo um trote ou não, poderá atrasar o atendimento em casos de emergência de defesa civil, Patrulha Maria da Penha, entre outras situações", destacou o secretário de Defesa Social, Pedro Ramos.

O secretário lembra que a lei estadual nº 17.107/2012 prevê multa ao proprietário de linha telefônica responsável pelo acionamento indevido dos serviços de atendimento a emergências. A Defesa Social é responsável pela Guarda Municipal e pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil e atende a cidade 24 horas por dia.

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