Central agiliza 1 milhão de internações
Central agiliza 1 milhão de internações
Sistema informatizado atende a todo o Estado e tem conseguido diminuir as filas e encaminhar rapidamente as urgências
Da Redação
DivulgaçãoRapidezTotalmente informatizada, a Central de Consultas garante atendimento rápido e sem burocraciaA Central de Leitos e de Consultas da Secretaria da Saúde do Paraná já superou 1 milhão de internações em todo o Estado. Entre julho de 1995, quando a primeira unidade foi criada, em Maringá, e janeiro deste ano, foram agendadas mais de 1,5 milhão de consultas. Totalmente informatizado, o sistema agiliza o atendimento de emergência, reduz filas e oferece mais conforto a quem procura os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).
São 13 centrais em todo o Estado, localizadas nas regiões mais populosas. Cada central conta com 13 computadores, o mesmo número de linhas telefônicas, um servidor macro, que centraliza os dados, e uma central telefônica digital. Trabalham no sistema 300 operadores, em três turnos, garantindo atendimento durante 24 horas.
As centrais começaram a ser implantadas no segundo semestre de 1995. A rede completa funciona desde 1996, com unidades em Ponta Grossa, Maringá, Apucarana, Cornélio Procópio, Campo Mourão, Francisco Beltrão, Pato Branco, Londrina, Umuarama, Região Metropolitana, Guarapuava, Cascavel e Paranavaí. Todas estão interligadas por uma rede de computadores, que se comunica com hospitais e Centros Regionais de Especialidades, organizando a marcação de consultas e identificando leitos disponíveis em todo o Estado.
O antigo sistema era muito mais demorado e, ao retardar o atendimento, corria o risco de comprometer o quadro clínico do paciente. Além disso, também aumentava os gastos dos municípios com a manutenção e compra de combustível para as ambulâncias.
Antes, o hospital recebia o paciente e, não tendo leito disponível ou condições de atendimento, tinha de ligar para outros hospitais até conseguir uma vaga. Muitas vezes o paciente deixava seu município de origem, sem saber onde seria internado, e percorria de ambulância vários hospitais, lembra o diretor de serviços de saúde da secretaria, o médico Cícero Lotário Tironi. O sistema conseguiu agilizar o processo, permitindo que o paciente saia diretamente para uma vaga existente, completa.
Melhoria As centrais de consulta que funcionam no mesmo sistema atendem aos pacientes encaminhados à rede especializada e são um bom termômetro da melhoria dos serviços. Eram comuns as filas imensas na frente dos postos de saúde. Muitas vezes, a pessoa chegava às 10 horas da noite para garantir um bom lugar na fila, sendo que o posto de saúde só abriria às 7 horas da manhã seguinte. Agora, a marcação de consultas a especialistas é feita imediatamente. E elas são agendadas em sete dias, em média, diz Tironi.
A rede também permite identificar as especialidades médicas em que há carência de profissionais, por região, e quais estão ociosas. Da mesma forma, detecta os serviços hospitalares mais carentes.
Não existe dificuldade de internação para parto, gastroenterites, pneumonias, por exemplo. No entanto, as coisas mudam de figura quando se trata de pacientes vítimas de trauma, ou enfartados que precisam de UTI. Organizar a ocupação desse tipo de leito é a prioridade da central.
Hoje, o Estado conta com 532 hospitais credenciados ao sistema, oferecendo 25.223 leitos em atividade. Nossa necessidade gira em torno de 21 mil de leitos. Isso significa que, em teoria, temos até sobra, o problema é a qualidade desse leito, já que boa parte está em hospitais pequenos, que não possuem condições de atendimento para casos mais graves. É aí que a central de leitos se mostra fundamental para o paciente, ressalta Cícero Tironi.
A Secretaria da Saúde investiu R$ 10 milhões no projeto e gasta cerca de R$ 6 milhões em manutenção. No ano passado, essa ação do governo gerou mais dividendos. As centrais de leitos e de consultas, somaram pontos importantes na avaliação do Estado, feita pelo Ministério da Saúde. O Paraná recebeu a maior nota (8,4) entre as secretarias estaduais do País, bem acima da média nacional que foi de 6,1.





