O projeto piloto que a Autarquia do Meio Ambiente (AMA) pretende colocar em funcionamento dentro de 45 dias tem um nome pomposo: Central Intermediária de Resíduos (CIR). É com ele que as autoridades municipais pretendem resolver um antigo problema de Londrina: o despejo clandestino de todo tipo de lixo - restos de construção, móveis, pneus etc. - em terrenos particulares e públicos vazios.
O problema ambiental se agrava porque normalmente as pessoas jogam os entulhos nas proximidades das dezenas de fundos de vale que se espalham pela cidade. A fiscalização da AMA, que conta com 20 funcionários, não consegue evitar este tipo de crime contra o meio ambiente.
‘‘A maior parte do entulho é levada por carroceiros contratados por particulares. As pessoas não querem ficar com o lixo nas suas casas, mas também não se preocupam com o destino final dele’’, diz o geógrafo da AMA, Elsone Delavi. ‘‘E os carroceiros jogam no lugar mais perto possível. Eles não vão atravessar a cidade, para levar os produtos ao aterro sanitário, que fica na região leste, ou na central de moagem de entulhos ou na central de moagem de galhos, que ficam na região sul.’’
A primeira CIR vai funcionar no Conjunto Habitacional João Paz (zona norte), em uma área de 2 mil metros quadrados, que será cercada com alambrado e terá um funcionário para separar o lixo. Semanalmente, caminhões da AMA levarão os entulhos para o local definitivo e adequado. No próximo ano, o projeto deve ser estendido às outras três regiões da cidade. (O.C.)

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