Curitiba - Nos últimos dias, centenas de tilápias apareceram mortas no lago do Passeio Público, no Centro de Curitiba. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente acredita que a oscilação da temperatura ou mesmo o nível de oxigenação da água podem ter levado os peixes a morrerem. Para identificar a causa da mortandade, a Prefeitura encaminhou amostras da água e das tilápias para análise no Museu da História Natural e na Universidade Federal do Paraná. Os resultados devem sair dentro de uma semana.
De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, por semana, 1,5 tonelada de lixo é retirado do Passeio Público, boa parte de dentro do lago. A administração do Passeio Público informou que, desde de domingo passado, foi observado o aumento do número de peixes mortos. Para o profesor da Pontíficia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Peter Gaberz Kirschnik, especialista em aquicultura, o frio rigoroso, que começou há duas semanas, é a causa mais provável da morte das tilápias, que devem ter sofrido estresse térmico.
''Não fui ao Passeio Público ainda, as informações que tenho foram passadas pela administração. A tilápia é uma espécie exótica que não se adapta à baixas temperaturas. Acima de 20 graus é o ideal para elas viverem, quando chega a 15 o peixe já começa a sofrer'', explica. De acordo com ele, muitos produtores de tilápia da Região Metropolitana de Curitiba, ligaram para a PUC-PR preocupados com a morte dos peixes, nas duas semanas passadas. ''Visitamos essas propriedades e vimos que as tilápias não tinham lesões, morreram por causa do frio mesmo'', conta Kirschnik. A hipótese de que os peixes teriam morrido devido a poluição ou excesso de matéria orgânica no lago perde força, já que as carpas do lago não morreram.

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