Curitiba - A Prefeitura de Curitiba espera para os próximos 15 dias o resultado da análise da água e dos peixes mortos retirados do lago do Parque Barigui no final de semana. Desde o último sábado até ontem, foram encontrados cerca de 900 peixes, entre carpas, bagres e carás. Mesmo sem a conclusão do laudo técnico, a prefeitura trabalha com a hipótese de falta de oxigenação na água para explicar a mortandade.
O diretor responsável pelos parques e praças de Curitiba, Reinaldo Pilotto, explica que a falta de oxigenação é comum nas mudanças bruscas de temperatura, como a que ocorreu de sexta-feira para sábado. ''Os peixes encontrados no domingo já estavam em adiantado estado de decomposição, o que leva a crer que morreram no sábado'', informou Pilotto. Os peixes foram recolhidos e levados para o aterro sanitário.
Alguns foram encaminhados para o Museu de História Natural para análise. Amostra da água também está sendo analisada pelo Instituo Ambiental do Paraná (IAP) para verificar se houve intoxicação. ''Por enquanto, descartamos essa hipótese porque não havia cheiro na água nem subtâncias tóxicas aparentes'', disse Pilotto. De acordo com ele, a mortandade havia cessado ontem.
A morte dos peixes no lago do Parque Barigui coincidiu com a comemoração do Dia do Rio, no último domingo. Cerca de 200 pessoas participaram da mobilização, que recolheu 4 toneladas de lixo das margens da represa do Passaúna e dos rios Iguaçu e Ximbituva, em Araucária, na região metropolitana. Foram encontrados desde artefatos de plásticos até latas, cadeiras, pneus e mesas. A operação faz parte do processo de recuperação do Rio Iguaçu.

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