Albari RosaCarlos Zampieri, químico do IAP: pouca oxigenação da águaA mudança brusca na temperatura, ocorrida na madrugada de ontem, é a causa mais provável da morte de centenas de peixes em um dos lagos do Parque Iguaçu, em Curitiba. Segundo técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), as alterações climáticas provocaram mudanças na distribuição e na quantidade de oxigênio dentro da água, comprometendo o processo respiratório dos peixes. Todas as tilápias, lambaris, acarás, bagres e traíras retiradas da água apresentavam rompimento das guelras, indicando esforço para obtenção de oxigênio.
Os técnicos do Instituto Ambiental do Paraná não sabem indicar a quantidade exata de peixes que foi retirada do lago durante todo o dia de ontem. Apesar das evidências de morte por embolia, algumas amostras foram levadas para análise em laboratório. Os técnicos descartam, no entanto, qualquer possibilidade de poluição da água.
Na terça-feira passada, uma quantidade semelhante de peixes também foi encontrada morta em outro lago do Parque Iguaçu. O químico do Instituto Ambiental do Paraná, Carlos Zampieri, explica que algumas áreas do lago tem baixo percentual de oxigenação da água, o que favorece a ocorrência de complicações respiratórias nos peixes durante os períodos de mudança de temperatura.

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