Censo animal será realizado em Londrina
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terça-feira, 17 de maio de 2011
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
Juntos, os cães abandonados em Londrina já somam mais de 30 mil, um número que tem aumentado a cada dia, devido à falta de conscientização da população sobre o que significa a guarda responsável. Isso é o que afirma a professora do departamento de Clínicas Veterinárias da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e voluntária da ONG SOS Vida Animal, Patrícia Mendes Pereira.
É com o objetivo de quantificar o número real de animais domiciliados e semidomiciliados, que a professora está coordenando o projeto que prevê a realização do primeiro censo animal da cidade. O trabalho será realizado com o professor da Universidade Federal do Paraná, Alexander Biondo, e alunos de Medicina Veterinária das duas instituições. A primeira etapa do levantamento de dados será realizados nos dias 21 e 22 deste mês.
''Os dados levantados pelo censo por bairros servirão como norteador para a realização dos trabalhos do Centro de Zoonoses. Precisamos conhecer a população de animais de cada região'', explica Patrícia, ressaltando que o centro de zoonoses é ''principalmente um local educativo de prevenção e não de abandono e recolhimento''.
Patrícia detalha que os moradores das casas visitadas responderão a um questionário sobre quantos animais eles têm, como é a alimentação, quais as atividades que realiza e como é o acompanhamento veterinário.
''Queremos saber também se este animal é domiciliado ou semidomiciliado, porque a gente acredita que a maioria dos animais de Londrina não é sem dono, mas animais sem guarda responsável'', afirma a professora. ''São animais que vão dormir em alguma casa, mas que durante o dia estão andando por aí e isso é errado, porque ele pode ser atropelado, atacar alguém ou disseminar doenças entre as pessoas ou entre eles mesmos.''
Segundo a professora, também será entregue uma cartilha educativa aos moradores sobre a importância da aplicação da guarda responsável. ''Queremos que entendam também a importância da castração para a saúde do animal e também para a diminuição do abandono de animais'', explica Patrícia, relatando que a regularidade com quem filhotes são abandonados próximo à clínica veterinária da UEL.
Para a professora, a partir do censo, tanto a prefeitura quanto a demais entidades de proteção aos animais da região poderão se aliar para trabalhar na educação com os moradores com os bairros que apresentam os maiores problemas com relação aos animais.
De acordo com Patrícia, o mapeamento será aleatório contará com a formulação de 800 questionários e segundo a professora, deverá ser finalizado até o final deste ano.


