Precaução
A leitora, dona Simone, veio contar que viajou este final de semana para São Paulo, de ônibus. E ficou até impressionada com a exigência, antes de entrar no coletivo, de apresentar, junto com a papeleta que acompanha a passagem, preenchida, a carteira de identidade. Tratava-se, informaram, de medida de precaução porque houve assaltos a ônibus.
A necessidade de identificar cada passageiro atrasou a partida, o que, porém, não foi um problema porque o ônibus chegou no horário a São Paulo. O que aconteceu, porém, na volta é que causou surpresa na leitora: no embarque, nenhuma exigência de identificação, como havia acontecido na ida. Os passageiros apresentaram a passagem preenchida, normalmente, e embarcaram.
''Será que só existe perigo de ação dos marginais em Londrina?'', ela pergunta, completando: ''Por mais que atrase a partida ou mesmo ainda que se considere que a medida não chega a garantir maior segurança, a precaução em tais casos nunca é demais''.
Tem razão a leitora. Medidas de segurança podem provocar atrasos mas sem dúvida servem para diminuir os ríscos nas viagens.

Violência
Dona Simone contou também um traumático episódio que vivenciou durante a estada em São Paulo. Estava indo para o hospital, visitar um parente (o motivo da viagem), no sábado, pelas 20 horas. A irmã, Clarice, dirigia. Na Avenida Rebouças, precisou parar devido a um semáforo. Foi então que um menino, que não devia ter nem 10 anos, que parecia drogado ''não se entendia direito o que falava'' abordou a motorista, dizendo ter uma faca debaixo da camisa, exigindo a entrega da bolsa. Ameaçava esfaqueá-la se a motorista sequer acelerasse o carro. Mas, quando o semáforo abriu, foi o que a irmã da leitora fez: acelerou, deixando o minimarginal estatelado no meio da avenida.
''Até agora estou assustada. Era uma criança, mas a ameaça era muito real. Nem gosto de pensar no que aconteceria se o carro afogasse ou se o garoto tentasse esfaquear minha irmã'', disse dona Simone.
Uma situação real que, infelizmente, não é privilégio de São Paulo. Acontece aqui e em toda parte. A questão é sobre o que fazer. Ultimamente, em Londrina, as pessoas estão reagindo contra assaltantes. No caso que foi narrado, houve a fuga. Em qualquer circunstância, são situações apavorantes a que o cidadão brasileiro está sujeito, hoje, em qualquer lugar, sentindo-se cada vez mais desamparado.

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